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Eto’o faz a festa em Ribeirão Preto, marca para os dois lados e vê Raí desfilar classe

Amistosos de final de ano geralmente são chatos, mas Botafogo e Comercial conseguiram fazer uma festa muito legal no Estádio Santa Cruz, com jovens buscando um lugar no time principal e um convidado especial. Samuel Eto’o deu um toque especial à partida, jogando pelos dois times e fazendo gol por ambos, e Raí, o anfitrião, foi o responsável pelos lances de mais genialidade durante os divertidos 90 minutos da partida.

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Antes do amistoso, os torcedores do Comefogo disputaram uma batalha pelas redes sociais para definir quantos minutos Eto’o jogaria por cada clube. O Botafogo-SP ganhou e teve os préstimos do camaronês por 50 minutos. O Comercial-SP contou com o seu poder letal por 40 e ganhou o sorteio realizado com a moeda do ex-árbitro Sálvio Spinola Fagundes para que o atacante começasse o jogo com a camisa branca.

Eto’o começou o jogo de marcha lenta, adaptando-se ao calor de Ribeirão Preto, mas, como sabemos muito bem, Raí estava em casa. Aos 5 minutos, deu uma cavadinha linda para Giovanni, que tento encobrir o goleiro Thales e errou por pouco. Na sequência, como se quisesse fazer uma homenagem ao irmão Sócrates, deu um passe de calcanhar genial para Paulinho, que entrou pela esquerda e não conseguiu fazer o gol.

A lembrança ao irmão veio mesmo no segundo tempo, quando trocou a camisa 10 pela 8 e jogou os últimos 45 minutos com o nome de Sócrates nas costas. Raí se divertiu. Sua idade não permite que corra muito, mas sua classe foi o bastante para toques inteligentes e brilhantes. A renda de R$ 53 mil da partida será destinada para a sua Fundação Gol de Letra.

O placar foi aberto aos 19 minutos do primeiro tempo por Tulio Souza, que tentou cruzar da ponta esquerda, todo desequilibrado, e deu muita sorte, acertando o ângulo. Totalmente sem querer, como ele próprio admitiu depois.

O cronômetro chegava a 40 minutos, o momento em que Eto’o mudaria de lado, e ele ainda não havia tido uma boa chance para fazer um gol pelo Comercial. Eis que Sálvio ignorou uma falta de Vágner Mancini, e a bola sobrou para o camaronês, que avançou dentro da área e chutou entre as pernas do goleiro Cézar.

No segundo tempo, Gaspar fez 2 a 1 para o Comercial, em jogada ensaiada de escanteio, e a torcida estava na expectativa pelo gol de Eto’o pelo Botafogo-SP. Ele não decepcionou. Fez dois. O primeiro com outra mãozinha de Sálvio, que marcou pênalti de Messi – não, não o verdadeiro – em Souza. Com categoria, ele deslocou o goleiro e fez 2 a 2.

O Comercial voltou a ficar à frente, e Eto’o voltou a empatar. Aos 43, dominou um cruzamento de Boiadeiro com muita categoria e tocou na saída de Cézar, fechando a festa com um placar bom para todo mundo: 3 a 3. E para não ficar mal com ninguém, o camaronês deixou a sua marca tanto na história do Comercial quanto da do Botafogo, e a torcida que esteve no estádio Santa Cruz certamente nunca vai esquecer o dia em que viu um craque de calibre mundial jogar diante dos seus olhos.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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