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Erra até quando acerta: CBF confunde Márcio Passos com Sheik e desfalca o América-RN

Márcio Passos estava escalado para enfrentar o Icasa, no último sábado, com a camisa do América de Natal. Chegou a ser anunciado pelo Twitter oficial do clube, mas, na hora H, jogou Lázaro na proteção à zaga. A explicação veio depois da partida, que terminou com vitória do clube potiguar por 2 a 0: foi o resultado de mais uma desorganização abissal da CBF e do STJD, que confundiram o jogador com Emerson Sheik, cujo verdadeiro nome é Márcio Passos de Albuquerque.

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Na hora de assinar a súmula, o delegado da partida avisou o supervisor Gilmar dos Santos, do América de Natal, que os registros da CBF apontavam um “impedimento” para Márcio Passos. Uma suspensão de três partidas oriunda do processo nº 82/2014, que, na verdade, puniu o jogador Márcio Passos de Albuquerque, o Sheik, por uma entrada violenta no volante Henrique, do Cruzeiro. O clube chegou até a anunciar a escalação do volante no Twitter meia hora antes do pontapé inicial.

O supervisor dos clubes geralmente é o responsável pela contagem dos cartões amarelos, e Gilmar dos Santos tinha certeza que Márcio Passos havia recebido apenas duas advertências e poderia jogar sem problemas. Consultou o vice-presidente jurídico Diogo Pignataro, que o orientou a tirar o volante da partida para evitar problemas. Em pleno sábado, não tinha como consultar o STJD para se certificar do que havia acontecido.

Ano passado, a Portuguesa foi rebaixada por ter escalado um jogador que estava suspenso, o famoso caso Heverton, porque, segundo ela, não estava ciente da punição. Este ano, algo parecido aconteceu com o Brasília, que perdeu o título da Copa Verde para o Paysandu porque colocou em campo quatro atletas que não constavam no BID da CBF. A entidade, enfim, decidiu notificar os suspensos para evitar essas situações. Mas, daquelas proezas que só ela consegue, errou mesmo acertando, e tirou do América de Natal um jogador que não tinha nenhum “impedimento” para jogar. A sorte é que, diferente do caso Heverton, não influenciou no resultado e o Mecão venceu mesmo assim.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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