Brasil

Em Fluminense e Santos, Muricy foi treinador de tiro curto

O homem que demorava quase um semestre para montar o time transformou-se em um treinador de tiro curto. Muricy Ramalho, novo técnico do São Paulo, entregou resultados imediatos em Fluminense e Santos, mas perdeu a mão quando o trabalho se estendeu. A sua passagem de três anos e meio pelo Morumbi foi diferente.

O São Paulo de Muricy nunca jogou seu melhor futebol no primeiro semestre, tanto que a principal crítica a ele foi não vencer nenhuma Copa Libertadores, embora tenha chegado à final de 2006. A equipe também não conquistou o Campeonato Paulista, objetivo obviamente muito menos importante, mas foi tricampeã brasileira.

Por outro lado, Muricy armou rapidamente o Fluminense, terminou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2010 na liderança e foi campeão. No ano seguinte, pediu demissão eliminado da Taça Guanabara, primeira metade do Campeonato Carioca, e sem vencer nenhuma partida na Libertadores.

Ele, então, assumiu o Santos e também entregou resultados imediatos. Melhorou a defesa do time de Adilson Batista e o levou aos títulos sul-americano e paulista de 2011, mas seu trabalho passou a degringolar.

Foi goleado sem dó pelo Barcelona no Mundial de Clubes do Japão. Fez campanhas de coadjuvante no Brasileiro e acabou eliminado pelo Corinthians na semifinal da Libertadores de 2012. Também para o rival, perdeu a final do Paulista da temporada seguinte e foi demitido antes da parada para a Copa das Confederações.

Com respaldo de boa parte da torcida pelo tricampeonato brasileiro, Muricy pode ser o homem certo para salvar o São Paulo do rebaixamento, mas não tem muito tempo para melhorar o time e vai precisar mostrar que sabe apagar incêndios. Não conseguiu, por exemplo, recuperar os ânimos de um Palmeiras que, em 2009, caiu da liderança do Brasileiro para fora do grupo de classificados à Libertadores.

Terceiro técnico

Após Ney Franco e Paulo Autuori, Muricy é o terceiro treinador do São Paulo na temporada, e o número assusta. Para ficar apenas entre os maiores rivais, o Palmeiras teve Vanderlei Luxemburgo, Flávio Murtosa e Levir Culpi no rebaixamento de 2002, e Luiz Felipe Scolari e Gilson Kleina no do ano passado. O Corinthians teve quatro em 2007: Emerson Leão, José Augusto, Paulo César Carpegiani e Nelsinho Baptista.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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