Quem joga no ataque? Com opções, Fernando Diniz tem ‘dor de cabeça boa’ no Fluminense
Fluminense ganha reforços no ataque e aumenta opções para Fernando Diniz, que já encerrou 2023 com dúvidas no setor
O Fluminense se reforçou bastante para 2024, e embora não tenha tido problemas no setor ofensivo nos últimos anos, deu foco ao ataque. Conhecido pela agressividade de suas equipes, o técnico Fernando Diniz, agora, tem fartura de opções na frente, mas por outro lado, uma problema para resolver: quem é que joga?
A frase pode parecer clichê, e é. Mas o treinador certamente não irá reclamar de ter tantas estrelas no ataque. Sua dor de cabeça é boa, e o ano dará oportunidades de sobra para utilizar os jogadores que encorpam um ataque que já era muito forte.
Do meio para a frente, Diniz agora tem Ganso, Renato Augusto, Terans, Arias, Keno, Douglas Costa, Cano, John Kennedy, Yony Gonzalez, Jan Lucumí, Isaac e ainda deve receber o reforço de Marquinhos, que pertence ao Arsenal e é um pedido do técnico. O Flu terá amplo poder de fogo em 2024.
Fluminense de Diniz começa igual em 2024: com Arias, Cano e Keno
A escalação contra o Bangu era bastante aguardada pelo torcedor que queria ver de novo em campo o time que conquistou a Libertadores em 2023. Ou os novos reforços.
Diniz optou por prestigiar quem já estava adaptado ao sistema e ao clube. O jogo começou com o Fluminense com seu ataque titular: Arias, Cano e Keno. E do início ao fim, a formação funcionou. Os pontas municiaram o centroavante, que só no primeiro tempo teve quatro chances claras de balançar as redes, mas não conseguiu.

Já com Renato Augusto na vaga de Felipe Melo, deslocando André para a zaga, o Flu transformou a derrota parcial em virada e goleada. Os gols foram marcados justamente pelo trio. Keno empatou o jogo e iniciou a jogada da virada de Arias, que fez dois e deu o passe para Cano deixar o dele.
Uma demonstração de que os reforços vão precisar de muito esforço para conseguir uma vaga na equipe.
— Renato Augusto e Terans estrearam muito bem, mas estavam treinando muito bem, já com um pouco mais de carga de treino. O Terans estava treinando desde dezembro e o Renato iniciou a pré-temporada junto com o nosso time — disse Diniz.
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Terans estreia bem pelo Fluminense e coloca dúvida na cabeça de Diniz

Quem estreou pelo Fluminense na goleada sobre o Bangu foi o uruguaio David Terans. O jogador de 29 anos entrou no lugar de Keno, mas pela ponta direita, deslocando Arias para a esquerda, lado em que o colombiano atuou em 2022.
Terans fez bom jogo e se mostrou muito participativo. Buscou linhas de passe, se entendeu bem com Renato Augusto e Ganso e também com Arias e Cano, em um ataque completamente estangeiro. O uruguaio que também pode atuar centralizado será opção de qualidade para Fernando Diniz. Por pouco não deixou o dele, ou “roubou” o segundo gol do colombiano.
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) February 2, 2024
André na zaga pode abrir espaço no ataque do Fluminense
Com tantas opções no ataque, Fernando Diniz pode ter que mexer na defesa para encontrar espaço. E a permanência de André se mostra importante, já que o volante tem a capacidade de jogar também como zagueiro — e a dupla de zaga do Tricolor contra o Bangu já era formada pelos volantes de origem Thiago Santos e Felipe Melo.

Desta vez, quem ganhou espaço com a saída de André foi Renato Augusto. O camisa 20 foi fundamental, inclusive, na virada do Fluminense, deixando Diniz com mais uma dúvida para resolver. O meia se deu bem com Ganso e com o restante do time, e por pouco não marcou seu primeiro gol pelo clube.
— A tendência é que continue como foi no ano passado. A gente tem uma saída qualificada porque o Felipe Melo fez um excelente jogo, como fez também no Mundial e na Libertadores. A ideia para o Felipe era ele jogar 45 minutos. Por isso que fiz a substituição. Mas é uma opção, quando a gente coloca o Andre atrás e ganha um jogador mais à frente — declarou o técnico.
Douglas Costa ainda não tem data para estrear no Fluminense
Último a chegar na pré-temporada, Douglas Costa ainda não tem data para estrear no Fluminense. O atacante jogou pela última vez em outubro, ainda pelo Los Angeles Galaxy, na MLS, e não reúne condições de jogo por enquanto. Ele deve ser preoarado para a Recopa, contra a LDU, em 22 e 29 de fevereiro.
— De fato eu liguei para ele. É um jogador de uma qualidade técnica inquestionável. Também é um prazer poder trabalhar com ele. O Fluminense trouxe um grande jogador. As informações que colhi antes da ligação foram todas elogiosas quanto ao comportamento dele e trouxemos um atacante de nível mundial. Isso que tenho a falar do Douglas. Espero que ele se reencontre aqui. A minha aposta, porque sinto desde que liguei para ele, é de que vai reencontrar o prazer e a felicidade de jogar futebol aqui no Fluminense — afirmou Diniz após a vitória sobre o Bangu.
⚡️⚡️⚡️ no CT Carlos Castilho! pic.twitter.com/sXDCLBQyPA
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) January 29, 2024
E o John Kennedy? Jovem já pedia passagem no Fluminense em 2023
Mesmo com muitos reforços, o Fluminense tem outra questão para resolver desde 2023. John Kennedy vinha tão bem e foi tão importante no fim da temporada que obrigou Fernando Diniz a usar quatro atacantes.
Autor do gol do título da Libertadores, da classificação na semifinal do Mundial de Clubes e de tantas outras bolas importantes na rede, JK já pede passagem faz tempo, e isso não deve mudar em 2024. Na seleção sub-23 que disputa o Pré-Olímpico, o camisa 9 é titular absoluto e referência do ataque junto a Endrick.

Como não barrará Germán Cano, Diniz precisará mudar o sistema mais uma vez se quiser encaixar John Kennedy.
Na mesma seleção olímpica, o técnico também está de olho em um pupilo: Marquinhos, veloz ponta que alçou aos profissionais do São Paulo e se aproxima de acordo com o Fluminense.

O jovem já atuou em diversas funções no time comandado por Ramon Menezes: nas duas pontas, centralizado como meia e até de segundo volante. Técnico e bom na bola parada, o jovem de 20 anos foi um pedido de Fernando Diniz e deve chegar ao Flu após a competição para ser mais uma pulga atrás da orelha do técnico.



