Brasil

Diego Alves prevaleceu nos pênaltis e, ao fim de um jogaço, o Flamengo é bicampeão da Supercopa

Equilibrada, a decisão teve nove pênaltis para cada lado até que algo separasse os dois times

A teoria era que a Supercopa do Brasil colocaria frente a frente os dois melhores times do Brasil: o vencedor do Campeonato Brasileiro contra o da Copa do Brasil – que também é o campeão da Libertadores. A prática confirmou. Flamengo e Palmeiras fizeram um jogaço, lá e cá, alternando períodos de domínio, e precisaram de nove cobranças de pênaltis até que algo os separasse. No fim, brilhou a estrela de Diego Alves, com três defesas a partir da marca do cal para dar o título ao Flamengo, após 2 a 2 com a bola rolando.

Entre os dois especialistas em defesas de pênaltis, Diego Alves acabou prevalecendo, mas o Palmeiras precisou muito de Weverton para chegar ao empate, com defesas importantes no primeiro tempo e decisivas no segundo, quando a entrada de Danilo no meio-campo melhorou o desempenho do campeão sul-americano que havia marcado cedo, com golaço de Raphael Veiga, e levara a virada ainda antes do intervalo.

A expectativa era por um duelo de estilos diferentes, e o Palmeiras deu o seu cartão de visitas logo no primeiro minuto. Rony pressionou Diego Alves, que afastou, sem muita força, em direção ao meio-campo. Felipe Melo interceptou de cabeça para Raphael Veiga, que driblou Willian Arão com um toque de calcanhar, saiu pelo outro lado e marcou uma pintura para abrir os trabalhos em Brasília.

A dinâmica esperada foi se desenhando durante os 15 minutos seguintes. Superior nesse período, o Palmeiras limitou o Flamengo a alguns escanteios e, no outro lado, respondeu com um passe de Zé Rafael para Rony nas costas da defesa. Girou batendo rasteiro, mas sem muita força, e Diego Alves encaixou sem problemas.

A partir daí, o Flamengo começou a ganhar mais ritmo. Seus meias tinham mais liberdade do que o recomendado para trabalhar. Diego mandou de longe, aos 18 minutos, e contou com um desvio em Felipe Melo para dificultar a defesa de Weverton. Marcos Rocha teve boa situação em contra-ataque, quatro versus quatro. Em vez de trabalhar a jogada, ele chutou meio de qualquer jeito. Alves encaixou.

Arrascaeta perdeu uma grande chance, mas se redimiria sem demora. Aos 23 minutos, ele recolheu um corte fraco de Luan e acionou Filipe Luis dentro da área. O laterald mostrou toda sua capacidade ofensiva ao avançar com propósito, driblar Gustavo Gómez e acertar a trave. Na pequena área, Gabigol pegou o rebote para empatar.

O jogo seguia frenético. O Palmeiras, novamente muito vertical nas investidas, teve uma grande chance quando Wesley tocou na medida por trás da defesa para Breno Lopes, que driblou o goleiro e bateu para o gol vazio. Diego apareceu na hora certa para cortar em cima da linha. Na sequência da jogada, Veiga bateu de fora da área, e Diego Alves espalmou para escanteio.

Pausa para uma aguinha e uma relativa calmaria na partida, perturbada apenas pelas repetidas reclamações de Abel Ferreira contra a falta de critérios de Leandro Vuaden. Ao cobrar enfaticamente um cartão amarelo para Diego, ele próprio foi advertido, pela segunda vez, e acabou expulso.

Logo na sequência, Vuaden marcou pênalti para o Palmeiras. Wesley recebeu pela esquerda, dominou tirando de Isla e foi derrubado pelo lateral chileno. A olho nu, parecia mesmo em cima da linha. A revisão do assistente de vídeo, porém, determinou falta. O replay mostra que o contato aparentemente foi fora da área, embora a ponta da chuteira de Wesley estivesse em cima da linha.

Weverton fez uma defesa maravilhosa para negar o segundo gol ao Flamengo, aos 44 minutos da etapa inicial. Gabigol recebeu pela direita e cruzou à segunda trave. Marcos Rocha errou o tempo de bola e Bruno Henrique dominou livre. Bateu na saída do goleiro palmeirense, que saiu bem e mandou para fora.

Mas no lance seguinte ele nem se mexeu diante da batida perfeita de Arrascaeta. Recebeu no bico esquerdo da grande área, abriu à perna direita e bateu seco, rasteiro, no canto: 2 a 1 para o Flamengo.

O Palmeiras voltou com mais juventude no meio-campo. Gabriel Menino e Danilo entraram nos lugares de Zé Rafael e Felipe Melo. Os times trocaram golpes nos primeiros minutos, com Wesley exigindo defesa de Diego Alves e Gabigol parando em Weverton, antes de os palmeirenses começarem a dominar a etapa, com uma postura mais agressiva. Danilo fez uma boa jogada individual em contra-ataque, mas chutou fraco na direção de Diego Alves. Havia uma opção melhor de passe.

Gustavo Gómez se desmarcou para cabecear escanteio batido por Rony. Diego Alves espalmou. Depois, Gabriel Verón, que havia entrado no lugar de Wesley, desviou de cabeça, muito perto do travessão.

O Palmeiras empatou aos 28 minutos. Rony disparou pela direita, dominou de cabeça, e estava tentando domar a bola quando foi puxado duas vezes por Rodrigo Caio. Vuaden dessa vez não teve muita dúvida para marcar pênalti. Raphael Veiga cobrou cruzado e determinou a igualdade.

Antes do fim do tempo normal, Weverton teve que trabalhar bem duas vezes para barrar Vitinho – a bola ainda bateu na trave – e Gabigol, quase sem ângulo. Após essa segunda finalização, a bola até escapou um pouco, mas o goleiro campeão olímpico conseguiu pará-la em cima da linha.

A disputa de pênaltis foi uma montanha-russa de emoções. O Palmeiras começou bem. Abriu 3 a 1 com gols de Raphael Veiga, Gustavo Gómez e Gustavo Scarpa. O Flamengo perdeu com Filipe Luís, no travessão, e Matheuzinho, nas mãos de Weverton. Mas Luan perdeu a chance de dar o título aos paulistas, Vitinho descontou, e Danilo mandou direto para fora. Gabigol deixou tudo empatado novamente.

Viña e João Gomes converteram antes de Gabriel Menino, com paradinha, ser frustrado pela segunda defesa de Diego Alves na disputa. Mas Pepê também parou em Weverton. Veron marcou para o Palmeiras,, e Michael cobrou firme para o Flamengo.

Mayke, porém, bateu no canto direito, Alves pulou e espalmou para fora. O título caiu aos pés de Rodrigo Caio que converteu a chance de se redimir da falta em Rony e deu ao Flamengo o bicampeonato da Supercopa do Brasil.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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