A montanha-russa de Coutinho no Vasco não terminou como nenhuma parte queria
Camisa 10 pediu rescisão contratual surpreendendo a diretoria do clube
A segunda passagem de Philippe Coutinho no Vasco se encerrou de forma amarga para os dois lados. O camisa 10 deixou o clube em acordo que deve ser oficializado nesta quarta-feira (18). A diretoria do Vasco foi pega de surpresa e tentou demover o staff do jogador da ideia, mas sem sucesso, segundo o “GE”.
Antes, as partes negociavam ampliar o contrato do jogador de 33 anos, que se encerraria no meio do ano, até dezembro. Os motivos para a rescisão ainda não foram esclarecidos, mas o meia estaria insatisfeito com as críticas sofridas. Ainda não se sabe qual será o próximo passo do camisa 10 na carreira — e se vai continuá-la.
Capitão do Cruzmaltino, ele foi vaiado na partida contra o Volta Redonda pelo Campeonato Carioca, disputada no último fim de semana. O camisa 10 teve atuação ruim e deixou o campo no intervalo e não voltou para o banco de reservas, o que gerou críticas de parte da torcida.
A saída repentina de Coutinho do Vasco deixa problemas para ambos os lados. O clube perde um jogador importante mesmo em má fase, enquanto o atleta deixa a história de voltar ao clube do coração com um final triste.
Coutinho precisou exercer um papel de líder que nunca pareceu confortável — em nenhum momento da carreira. Sua liderança sempre foi na parte técnica, comandando as ações ofensivas do time. O papel de capitão, dentro e fora de campo, não se encaixava no seu perfil. O jogador pareceu sentir em vários momentos o peso das críticas, em parte corretas.
Esse peso foi muito dividido com o experiente Pablo Vegetti — com um perfil mais apropriado à função — nos últimos anos, mas com a saída do atacante argentino para o futebol paraguaio em janeiro, Coutinho ficou só.
A perda da Copa do Brasil 2025, o insucesso no Brasileirão do ano passado e o início ruim de ano do Vasco colocaram ainda mais pressão no técnico Fernando Diniz, mas também no camisa 10, representante do torcedor em campo.
No Vasco, Coutinho conviveu com reviravoltas
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Coutinho chegou ao Vasco no meio de 2024 em uma grande festa da torcida que lotou o estádio São Januário para receber o jogador revelado no clube. Sua volta inclusive ganhou até uma música de MC Darlan, que viralizou nas arquibancadas.
A volta ao Brasil não começou como esperado. Ele vinha da liga do Catar e sofreu ao se readaptar ao futebol brasileiro, mais intenso e com menos espaço do que quando ele deixou o país em 2010 para se juntar à Internazionale.
O ano de 2025 foi de mudanças, em especial, com a chegada do técnico Fernando Diniz, ex-seleção brasileira. O treinador passou muita confiança ao camisa 10 e ajudou em sua evolução. Em agosto, ajudou o time a golear o Santos do seu amigo Neymar por incríveis 6 a 0, em jogo disputado no Morumbi.
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Já em setembro, foi ovacionado pela torcida na vitória sobre o Bahia que pediu a sua convocação à seleção brasileira.
No ano passado, Coutinho melhorou o nível de atuações e bateu o recorde de partidas em um ano na sua carreira (56), tendo contribuído com 11 gols e cinco assistências. Os resultados da equipe foram frustrantes no Brasileirão — terminou na 14ª posição –, mas o time chegou até a final da Copa do Brasil, após 15 anos.
A expectativa era alta pelo título, mas suas atuações abaixo do esperado frustraram parte da torcida que lotou o Maracanã e viu o Corinthians levantar a taça de campeão.
Em 2026, os resultados ruins do Vasco se repetiram, e a pressão aumentou sobre o técnico Fernando Diniz e também sobrou para o camisa 10. Segundo o “GE”, a relação do dois era boa e o treinador tentou convencê-lo a ficar, mas sem sucesso.
Agora, Coutinho terá uma decisão importante pela frente.
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