Brasileirão Série A

Baile do Vasco no Santos de Neymar tem Coutinho ‘inédito’ e criatividade para substituir Vegetti

Santos é humilhado em jogo 250 de seu maior craque, que sofre a maior goleada da carreira

Um verdadeiro desfile carioca aconteceu no Morumbi neste domingo (17). O Vasco conseguiu marcar cinco vezes no espaço de 16 minutos e fechou uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Santos pela 20ª rodada do Brasileirão. A vitória marcante teve uma atuação de gala de todo ataque, em especial de Philippe Coutinho.

O camisa 10 vascaíno, em sua maior exibição desde o retorno para o clube que o formou, foi o responsável por dois gols, incluindo uma linda cavadinha. Isso aconteceu também pela escolha de Fernando Diniz para substituir Pablo Vegetti, suspenso hoje.

Foi o primeiro, dos 16 jogos do treinador, sem ter o centroavante argentino como titular. Então, o comandante do Cruz-Maltino escolheu um ataque móvel, com a presença de Nuno Moreira mais centralizado, David à esquerda e Rayan à direita. Tudo isso no papel porque, na prática, todo mundo se movimentou muito e criaram os espaços para sair tantos gols.

A equipe de São Januário só saiu a etapa inicial com 1 a 0: em jogada de um lado para o outro, Nuno levantou na área e o elemento surpresa Lucas Piton fez de cabeça. No segundo tempo, superando duas grandes chances do Peixe de Neymar, começou o show.

David fez um golaço, de primeira, como se fosse o camisa nove, já que Nuno estava na ponta e tocou para Piton dar a assistência. Depois, Coutinho aproveitou que Brazão soltou cruzamento e completou com gol aberto outro passe do português.

Rayan conseguiu um pênalti em toque de mão e ele mesmo converteu antes de duas cavadinhas, uma de Coutinho e outra de Tchê Tchê, ambas com passes de David.

A goleada ainda “carimbou” o jogo número 250 de Neymar pelo clube praiano. Aos 33 anos, o craque sofreu a maior derrota de sua carreira. Após o apito final, o atacante desabafou, foi abraçado longamente por Fernando Diniz e deixou o gramado do Morumbis chorando copiosamente.

1º tempo tem domínios distintos e arbitragem polêmica

Precisou de cerca de 30 segundos de jogo para o árbitro Ramon Abatti Abel roubar a cena no jogo. Em dividida no meio-campo, Hugo Moura acertou a cabeça de Tiquinho com a sola do pé e só recebeu cartão amarelo. Depois, o juiz parecia que tentava compensar: deu um pênalti inexistente em Guilherme e evitou dar o segundo cartão para Luisão em falta em Rayan.

Apesar da arbitragem, a etapa inicial teve momentos interessantes. Começou com o Peixe melhor graças a Neymar. O camisa 10 criou todos os ataques perigosos nesse início: acionou Guilherme antes de chute no meio do gol, Souza em finalização bloqueada e Barreal em tentativa na área para fora. Ney também criou a jogada da penalidade anulada pelo VAR.

O Vasco, no entanto, acordou no jogo. Por volta dos 15, a posse de bola foi se invertendo aos poucos, com o visitante ganhando o meio-campo. O gol aos 17 cravou a reação, que ainda teve depois chutes de Nuno Moreira e Paulo Henrique e Brazão salvando chance no pé de David, além de Luan Peres desarmando Rayan na cara do gol.

Neymar em jogo do Santos
Neymar em jogo do Santos (Foto: Imago)

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Show do Vasco acontece em 16 minutos após chances do Santos

O mais engraçado do resultado é que o time santista voltou bem do intervalo. Em três minutos, teve as duas melhores chances do jogo. Guilherme, após lindo passe de Bontempo, ficou na cara do gol e chutou colocado para fora. Na sequência, Barreal cortou para dentro e acertou a trave.

O futebol, porém, nem sempre segue uma lógica. O Vasco, aos seis, começou o rolo compressor que acabou com a moral do mandante e só terminou com o sexto gol aos 22. E o sétimo só não aconteceu por alguns centímetros: em passe de calcanhar de Leo Jacó, Puma Rodríguez carimbou o travessão.

Uma reação do Peixe, vinda com protestos, aconteceu com Guilherme, que exigiu defesa de Léo Jardim e até marcou, mas estava impedido. Um gol não daria honra nenhuma ao time paulista.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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