Corinthians recusou proposta milionária por Mosquito antes de contrato ser rescindido
Timão teve a chance de lucrar quase R$ 20 milhões antes do atacante entrar na Justiça contra o clube
O Corinthians teve a chance de lucrar com a venda do atacante Gustavo Mosquito no início do ano, mas recusou uma oferta de 3 milhões de euros (mais de R$ 18 milhões na cotação atual) pelo jogador. O clube interessado não foi revelado.
A proposta aconteceu pouco tempo após o atleta ter o seu contrato renovado com o Timão até junho de 2026. O vínculo anterior havia se encerrado no fim do ano passado.
O estafe do jogador demonstrou interesse em evoluir nas conversas, até por conta das dívidas do clube alvinegro com o atleta, mas durante as conversas a diretoria corintiana se comprometeu em acertar os débitos com o profissional.
Atualmente, o clube briga através dos órgãos judiciais e de resoluções de disputas para retomar os direitos do atacante que foram rescindidos unilateralmente no dia 17 de julho através da Justiça do Trabalho.
Mosquito alega a ausência de recolhimento de FGTS e dívidas relacionadas a direitos de imagem e pagamentos de luvas – bonificações por assinaturas de contrato. Esses valores, no entanto, foram pagos pelo Corinthians após Gustavo mover a ação contra o clube.
Pendências do Corinthians com Mosquito se arrastavam desde a gestão passada
Mosquito tenta acertar as pendências que o Timão possui com ele desde a gestão passada, que era presidida por Duílio Monteiro Alves.
Neste período, a equipe do Parque São Jorge recusou uma proposta de 3 milhões de dólares (cerca de R$ 14 milhões à época) do Botafogo. O interesse era receber, pelo menos, 5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 23 milhões, na ocasião), fazendo com que o negócio não avançasse.
O jogador alega ter notificado tanto o clube para negociar as dívidas, tanto na gestão passada, quanto a atual, que nega ter sido procurada pelo atleta ou representantes.
Também foi ressaltada a extensão do vínculo até o meio de 2026 que foi firmada em janeiro, como um dos primeiros atos da administração atual.

Por parte do atleta, o intuito em acionar judicialmente a equipe do Parque São Jorge foi buscar resultados mais rápidos do que através dos órgãos de disputa esportiva, como o CNRD, da CBF, e até mesmo a FIFA e o CAS. O processo corre em segredo de Justiça.
Enquanto isso, o estafe do jogador tem escutado algumas propostas. Equipes do futebol brasileiro já entraram em contato. Há prioridade por ofertas internacionais, onde uma do futebol japonês tem ganhado destaque.
Porém, o profissional pensa nas questões pessoais para firmar a sua escolha. Ele e a esposa estão esperando o terceiro filho do casal.
O Corinthians, por sua vez, não trabalha com a hipótese de reintegrar Gustavo Mosquito ao elenco profissional, mas tenta recuperar os direitos econômicos do jogador e até mesmo ser indenizado.
O clube alega que houve abandono de emprego por parte do atleta, que não apareceu mais no CT Joaquim Grava desde que moveu a ação contra o Timão.
Além de Mosquito, o atacante Arthur Sousa briga através da Justiça pelo seu desligamento da equipe alvinegra. No começo do ano, o meia Matías Rojas também conseguiu o desligamento via liminar e acertou com o Inter Miami, dos Estados Unidos.
Outros cinco jogadores e o estafe deles também teriam buscado orientação jurídica para acionar o clube alvinegro e buscar a rescisão dos seus contratos, mas recuaram após a diretoria corintiana acertar as pendências que tinha com o grupo.



