Entenda o processo do Chicão contra o Corinthians, e o que está por trás da decisão de retirá-lo
Ação judicial de zagueiro Chicão contra o Corinthians estava para ser executada, mas ex-zagueiro optou por encerrá-la

Na primeira coletiva de imprensa de Augusto Melo como presidente do Corinthians, ele falou sobre seus planos para o Corinthians nas próximas temporadas, entre eles a possibilidade de contar Chicão, ex-zagueiro do clube, dentro do seu corpo diretivo, especificamente como coordenador de futebol do clube, fazendo a integração entre as categorias de base e elenco profissional, do Timão. A confirmação e o “anúncio” aconteceram dias depois, durante uma entrevista à CNN:
– O Chicão vai fazer parte da integração, base e profissional, que é o trabalho que eu fazia como assessor com o Alessandro – afirmou Melo, em entrevista à CNN.
O ex-jogador deve tomar posse em janeiro, com o restante da atual diretoria. Assim que assumir o cargo, Chicão deve viajar para Marília para acompanhar o Timãozinho, que disputará a Copa São Paulo de Juniores, na cidade.
Chicão tem processo trabalhista aberto contra o Corinthians desde 2014
Desde 2014, Chicão move uma ação que tramita na Justiça do Trabalho contra o Corinthians. O futuro dirigente cobrava R$ 2 milhões em indenizações, referentes a direitos da arena. Em 2018, ele chegou a ganhar o processo no Tribunal Superior do Trabalho.
Quando o estádio foi construído, os jogadores e o clube firmaram um acordo no pagamento dos direitos da arena, que na época não tinha vendido os naming rights. Inicialmente, o valor era de 15%, mas para o ex-zagueiro e para a Justiça, ele deveria receber 20%, ou seja, um acréscimo de 5% no valor que recebia enquanto jogador.
Assim que a torcida corintiana ficou sabendo do processo, Chicão foi alvo de protestos nas redes sociais. Para alguns torcedores, o processo foi como uma “traição”. Na época, explicou a situação e reforçou que o processo só havia sido aberto, porque o clube não tinha cumprido com a parte dele:
— Eu jamais ia fazer isso por coisas absurdas, até pelo carinho que eu tenho pelo clube. Fiz o que a lei me respalda a fazer, trabalhei e tenho o direito de receber. Eu entrei com relação aos 15% do que a gente deveria receber. Se o clube tivesse pago 20% na época, nada disso estaria acontecendo – disse em entrevista ao Fox Sports na época.
Parte da atual diretoria Chicão pretende encerrar o processo contra o clube
Logo que foi anunciado como um dos dirigentes da próxima gestão do Corinthians, Chicão afirmou que já havia conversado com seu advogado sobre a vontade em não executar a ação, caso Augusto fosse eleito. Segundo o ex-atleta, foi a primeira coisa que fez após o resultado da eleição no último sábado (25):
– Quando o presidente Augusto me fez o convite, a primeira coisa que falei para ele é que gostaria de retirar a ação. Ela estava para ser executada, falei para meu advogado que não precisa executar. Falei para retirar essa ação, é um lugar que quero trabalhar de coração.
Em entrevista a Rádio Bandeirantes, Chicão disse que o processo era mais pelas pessoas do que pelo clube. O ex-zagueiro tem como desafeto o ex-presidente Andrés Sanchez, os dois chegaram a trocar farpas e acusações nas redes sociais:
– Essa ação era mais contra as pessoas do que contra a instituição, mas pegava mais na instituição. Tinham algumas pessoas no clube que não gostavam do clube. Essa atitude minha é para mostrar para o torcedor que não tenho nada contra a instituição, vou trabalhar demais para fazer o torcedor feliz – afirmou Chicão.
A trajetória mais que vencedora de Chicão no Corinthians
Chicão chegou ao Corinthians em 2008, com 26 anos, para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro daquele ano. No Timão, o zagueiro foi uma dos atletas mais vencedores com a camisa alvinegra, ao todo foram 247 jogos disputados e sete títulos conquistados:
- Campeonato Paulista (2009 e 2013)
- Brasileirão (2011 e Série B 2008)
- Copa do Brasil (2009)
- Libertadores (2012)
- Mundial (2012)



