Dorival explica por que Carrillo começou no banco em vitória do Corinthians
Destaque no primeiro trimestre, meia peruano iniciou entre os reservas contra o Ceará, mas foi decisivo ao entrar no segundo tempo e dar assistência para o gol da vitória corintiana
Decisivo ao dar a assistência no gol da vitória do Corinthians sobre o Ceará, nesta quarta-feira (16), o meia André Carrillo iniciou a partida entre os reservas e entrou somente no segundo tempo.
Novamente usando uma formação com quatro meias posicionados em losango, desta vez o técnico Dorival Júnior optou por Breno Bidon pelo lado direito. O volante voltou a ficar disponível após cumprir suspensão na última rodada.
E a explicação pela escolha do treinador foi física. Em conjunto com o departamento físico, notou-se a queda de rendimento de Carrillo nas segundas etapas. Por isso, a ideia foi utilizá-lo somente no segundo tempo.
O peruano entrou em campo aos 20 minutos do segundo tempo, justamente no lugar de Breno Bidon. Cinco minutos depois, recebeu ótimo passe de Rodrigo Garro, ganhou na corrida da marcação e cruzou rasteiro para Talles Magno empurrar para o gol vazio.
Foi a sétima participação de Carrillo em gols do Corinthians desde que chegou ao clube, no segundo semestre do ano passado. Sendo a quinta assistência.
– (Carrillo) Entrou em um momento importante, onde precisávamos de um fôlego novo. É um jogador de jogadas coordenadas, organizadas. Executou uma função muito importante hoje. Foi fundamental na definição do nosso resultado – disse Dorival Júnior em entrevista coletiva.
Carrillo voltou a atuar em posição onde viveu melhor momento
André Carrillo foi um dos melhores jogadores corintianos na conquista do Campeonato Paulista, no primeiro trimestre. Inclusive, figurando na seleção da competição.
Porém, o meia vinha em declínio desde a competição atual.
A curva descendente ficou ainda mais visível após a troca no comando técnico do Corinthians.

Diferentemente do que havia acontecido com Ramón Díaz, técnico que foi responsável por trazê-lo ao Timão, André Carrillo não estava rendendo com Dorival Júnior.
Um dos fatores era a diferença entre os esquemas utilizados pelos dois treinadores.
Até a pausa por conta do Mundial de Clubes, Dorival não havia encontrado o sistema de jogo ideal. Principalmente no período em que não tinha Rodrigo Garro.
Agora, com o armador de volta e tempo de trabalho durante a intertemporada, o técnico corintiano apostou em retomar o modelo de jogo que era utilizado pelo antecessor.
E foi com o losango que Carrillo teve as melhores atuações com a camisa corintiana.
Ainda assim, a preocupação com o aspecto físico pesa para que o peruano não somente se enquadre tecnicamente, mas tenha condições de jogar o máximo de tempo possível.



