Copa do Brasil

O Santos saiu aliviado com a vitória nos pênaltis, após o Fluminense do Piauí ficar perto de uma classificação histórica

O Fluminense abriu o placar com um lindo gol e criou chances para mais no Albertão, mas o Santos sobreviveu mesmo com um gol mal anulado e uma expulsão

O Fluminense do Piauí tinha sido uma grata surpresa na primeira fase da Copa do Brasil. Logo em sua estreia no torneio, os tricolores eliminaram o Oeste com autoridade e embolsaram a gorda premiação. A segunda fase guardava um desafio bem mais difícil, mesmo que o Santos viesse num momento de troca no comando, com a estreia de Fabián Bustos. Quase o Flu aprontou uma zebraça em Teresina. O artilheiro Mário Sérgio abriu o placar com um golaço e, mesmo com um tento mal anulado do Peixe, o Fluminense poderia ter feito mais. Com um a menos, só no final os santistas buscaram o empate por 1 a 1, graças a Ricardo Goulart. Já a disputa por pênaltis se alongou até as alternadas, quando finalmente os paulistas garantiram o triunfo por 5 a 4 e o alívio.

O regulamento da segunda fase da Copa do Brasil não prevê vantagem do empate ao visitante. Mesmo assim, o Fluminense preferiu tomar a iniciativa do jogo e incomodou desde os primeiros minutos, botando pressão para cima do Santos. O Peixe demorou a se acertar e só respondeu depois dos 15. Ainda assim, o Flu seguia melhor e criando boas oportunidades, com Mário Sérgio perdendo grande lance cara a cara com João Paulo, até abrir o placar aos 42. Numa cobrança de lateral, a bola foi desviada para Mário Sérgio. Artilheiro do Brasil em 2022, o atacante dominou e, sem deixar a bola cair, virou um voleio. Tiro no canto que João Paulo não defendeu. A zebra pintava no Albertão.

Se o primeiro tempo já era difícil ao Santos, pelo gramado pesado, a chuva torrencial pioraria a situação na segunda etapa. E também a arbitragem. Aos quatro minutos, Ricardo Goulart bateu e Marcos Leonardo completou para as redes, mas foi assinalado um impedimento inexistente. Sem VAR nesta fase da Copa do Brasil, ficou o erro. Mesmo que o Peixe permanecesse mais no ataque, o Fluminense buscava o segundo gol. João Paulo operou um milagre num tiro à queima-roupa de William Salvino aos 16. E se os santistas tinham dificuldades para empatar, a situação ficou mais complicada aos 29, quando Camacho recebeu o segundo amarelo.

O Fluminense quase ampliou na sequência, aos 32, quando Gean saiu diante de João Paulo e mandou a bola ao lado do alvo. O perigo era evidente ao Santos, mas um respiro veio aos 37, quando Ricardo Goulart empatou. Após ótima assistência de Pirani, o artilheiro bateu por baixo do goleiro Nicolas. Na reta final, o Flu ainda tentou fugir dos pênaltis. Michel teria a melhor chance já nos acréscimos, em desvio de cabeça que saiu muito perto da meta alvinegra. A conclusão da história iria para os 11 metros.

Nos pênaltis, Mazinho perdeu a segunda cobrança do Fluminense, no travessão, mas o goleiro Nicolas defendeu o chute de Gabriel Pirani na sequência. Os dois times mantiveram a precisão até a primeira série de alternadas, quando os destinos se separaram. Lucas Pires converteu para os santistas e Ramon de novo mandou no travessão para os piauienses. O conto de fadas acabava ali, mas com doses de honra. Já ao Peixe, os contornos heroicos ressoam pouco diante do vexame que ficou a um triz de ocorrer.

Outro time a se classificar nesta terça-feira foi o Cuiabá, em igual dose de emoção. O Dourado empatou por 2 a 2 com o Figueirense no Orlando Scarpelli e avançou nos pênaltis. Depois de um primeiro tempo zerado, o Cuiabá saiu em vantagem aos 11 minutos, num lindo passe de letra de Alesson para o veterano Rodriguinho fazer. O Figueira empatou aos 29, numa cobrança de falta perfeita de Zé Mário. O final de jogo frenético teria o segundo dos cuiabanos aos 35, em pênalti convertido por Elton. Já os catarinenses renasceram três minutos depois, quando Paulão marcou contra. O placar se manteve até o fim e, nos pênaltis, dois chutes para fora do Figueirense facilitaram o triunfo do Cuiabá por 4 a 2.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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