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A Copa do Brasil ganha um novo herói: Máximo, o goleiro que pegou dois pênaltis do Santos

Máximo, Chumbo, Araújo Goiano, Gato e Layo; Wilson, Olliver, Ciel e Careca; Jordão Araújo e Tonho Cabañas. A escalação um tanto quanto peculiar já dava mostras do que o Santos enfrentaria contra o Galvez na Copa do Brasil. Mantido pela Polícia Militar e com teto salarial que não passa dos R$ 2 mil, o time criado em 2011 chegou ao torneio por ser vice-campeão acreano. O maior artilheiro da curta história do clube é Tonho Cabañas (20 gols), o camisa 9 de barriga saliente que divide sua rotina entre os treinos e o trabalho como frentista. Como era de se esperar, o Peixe avançou na competição com a tranquila vitória por 3 a 0 na Arena da Floresta. Mas a torcida local ganhou o seu herói: o goleiro Máximo, que defendeu dois pênaltis.

Ao longo dos 90 minutos, Máximo evidenciou a falta de técnica, seja pelos estabanados chutões em qualquer bola recuada ou no gol de Paulinho, em que deixou o canto livre para o atacante. Isso, porém, não impediu o goleiro de operar os seus milagres. E conseguiu um em cada tempo. Na primeira etapa, Rafael Longuine mirou o canto e o camisa 1 voou para espalmar. Já no segundo tempo, Serginho foi para a marca da cal, mas parou em Máximo, que ainda realizou outra defesaça no rebote. Só que, na sequência, saiu errado com a bola e quase tomou o gol por cobertura.

Não foi a atuação dos sonhos do time misto do Santos, vencendo com gols de Rafael Longuine, Paulinho e Fernando Medeiros. De qualquer forma, a diferença não permitiu ao Galvez completar o sonho de disputar também o jogo de volta, na tradicional Vila Belmiro. Ao menos Máximo terá uma história para carregar pelo resto da vida e contar aos seus netos: o dia em que defendeu dois pênaltis contra o clube de Pelé.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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