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Chape busca virada espetacular contra o Grêmio e manda o recado: Te cuida, River Plate

A capacidade da Chapecoense em causar furor parece infinita. Não bastasse a sensação que provoca na Copa Sul-Americana, o Verdão continua aprontando das suas no Brasileirão. E a vítima da vez acabou sendo o Grêmio, em Porto Alegre. Parecia uma vitória tranquila para o Tricolor, que abriu dois gols de vantagem com pouco mais de meia hora de jogo. Só parecia. A Chape foi buscar o resultado de maneira impensável, e decretou a virada por 3 a 2 no último lance, com Apodi. Uma escala na viagem que os catarinenses farão nesta semana, enfrentando o River Plate em pleno Monumental de Núñez na quarta.

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O Grêmio abriu o placar aos quatro minutos, em um chutaço de Douglas, e ampliou com Bobô, desviando cruzamento lateral. Contudo, o segundo tempo esteve nas mãos da Chapecoense. Túlio de Melo diminui a diferença cobrando pênalti, aos 11 minutos. E o próprio centroavante tratou de empatar aos 32, aproveitando contra-ataque puxado por Maranhão. Mas o ruim para os gremistas ainda podia piorar. Enquanto o time pressionava para recuperar a vantagem, os visitantes ficaram com um a menos, após a expulsão de Vilson. Nada que atrapalhasse a façanha no quinto minutos dos acréscimos. Em novo contragolpe, Cleber Santana passou para Apodi, que acelerou e arrematou na saída de Bruno Grassi. Três pontos importantes na luta contra o rebaixamento, deixando a Chape cinco pontos acima do Z-4.

A Chapecoense pode não contar com um elenco de grande qualidade. Mesmo assim, tem vários jogadores experientes, que vem ajudando bastante na atual caminhada. O time se aproveita da tarimba, bastante objetivo em suas ações, e mantém uma característica que já marcou a Chape nos últimos anos: a maneira como não se intimida com as situações, independente do adversário. Com sangue nos olhos, encara qualquer um. Foi assim que conquistou o acesso na Série B, mesmo sendo candidata a não cair, e se manteve na primeira divisão amedrontando os visitantes na Arena Condá. Assim também é que acredita em uma grande campanha na Copa Sul-Americana. E quer peitar o River Plate, independente dos títulos recentes ou da pressão no Monumental. Quarta-feira será um dia histórico em Chapecó.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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