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‘Muito ralo’: Carille concorda com críticas a gramado do Palmeiras e reconhece erro em escalação do Santos

Carille não se abala com a derrota diante do Palmeiras e vê Santos no caminho certo para a sequência da temporada

A derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, na noite deste domingo (28), no Allianz Parque, pela 3ª rodada do Campeonato Paulista, não irá tirar o sono do técnico Fábio Carille. Em entrevista coletiva após o clássico, o treinador alvinegro deixou claro que está muito contente com a forma como o Peixe tem se comportado nesse início de temporada. Com os pés no chão, o treinador revelou que as duas vitórias diante de Botafogo-SP e Ponte Preta, nas primeiras rodadas do Paulistão, lhe deram tranquilidade para promover mudanças no time titular e admitiu que as coisas não saíram como imaginava. Principalmente na etapa inicial do confronto.

Diferentemente dos dois primeiros duelos na competição, Carille iniciou o confronto contra o Palmeiras sem Felipe Jonatan, Giuliano, Guilherme e Furch. Em seus lugares entraram Kevyson, Cazares, Tomás Rincón e Willian Bigode. Com as alterações, o Santos acabou atraindo o Alviverde para o campo de defesa e não conseguiu explorar os contra-ataques. Os comandados de Carille foram para o intervalo com apenas uma finalização no gol

– Foi um jogo em que no primeiro tempo fomos muito abaixo. O que planejei não funcionou, que era ficar um pouco com a bola para o Cazares circular um pouco e termos superioridade em alguns setores. Na parte final demos uma melhoradinha, a nós mesmo em comparação ao que produzimos, ficamos devendo. O segundo foi melhor de rendimento, e foi onde tomamos dois gols. É uma construção de equipe, faz parte do processo – disse o treinador em entrevista coletiva.

Apesar do resultado, Carille reiterou a sua satisfação com o aquilo que os jogadores têm feito neste início de trabalho.

– Estou muito feliz. As coisas que aconteceram nesses 21 dias foram muito positivas. Obviamente que existem situações para melhorar. As vitórias no início do campeonato já nos dão certa tranquilidade. Sabemos que as equipes do interior estão com mais tempo de treino. Mas independentemente das dificuldades do primeiro tempo, e tenho parcela nisso, podia ter feito outra escalação para tentar manter a mesma forma de jogar. Pensei em uma coisa e não aconteceu no primeiro tempo. Enfim, estou muito satisfeito com o que tem acontecido nesses 21 dias – acrescentou o treinador.

Qual era a ideia de Carille com as mudanças?

Durante a sua entrevista coletiva, o técnico Fábio Carille aproveitou para explicar o que pretendia com as quatro mudanças apresentadas para o início do clássico.

– A ideia era pressionar o Palmeiras no campo dele, dificultar a saída deles e colocar um meia pensador, que é o Cazares, que é um cara que constrói, é inteligente e sabe fazer o jogo andar com qualidade. Na retomada da bola a gente perdeu bastante, mas o Palmeiras tem qualidade, treina com um bom técnico há mais de três anos. Eles tiveram muito mais volume que a gente, chegaram mais na nossa área, mas ainda assim terminamos o primeiro tempo com 0 a 0 – disse o técnico.

Condições do gramado também pesaram para mudanças

Além de pensar numa outra proposta de jogo com o intuito de surpreender o Palmeiras, Carille alegou que as condições do gramado do Allianz Parque contribuíram para que ele poupasse alguns dos seus jogadores.

– A própria equipe da casa reclama, já vi o Abel dizendo que precisa trocar. A sensação que tive é que está muito ralo, mais para o futsal. Está bem ralo e isso traz dificuldade para controlar a bola e ter o melhor passe. O Palmeiras está melhor adaptado. Já foi muito melhor, sei disso. E sei que o Palmeiras está se movendo para trocar o gramado – justificou o comandante alvinegro.

Apesar de todos os cuidados, Carille corre o risco de perder o meia Giuliano por conta de lesão. No intervalo da partida ele decidiu colocar o meio-campista em campo, mas a sua participação durou apenas dez minutos. O jogador precisou deixar o gramado por conta de problemas musculares.

– O Giuliano sentiu uma dor na panturrilha mas é muito cedo para analisar, ele passará por exames e aí saberemos da gravidade -, finalizou.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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