Brasil

Além dos gols: Como Carlos Vinícius transformou Grêmio e virou um dos protagonistas do returno

Impacto do centroavante no Tricolor de Mano Menezes vai além dos nove gols e 1 assistência em 12 jogos

Após correr risco de rebaixamento, o Grêmio foi ao mercado na janela de transferências do meio de temporada para viver um final de 2025 mais tranquilo — dentro do possível. O ídolo campeão da Libertadores de 2017 Arthur retornou como grande reforço que mudou o jeito da equipe jogar.

Mas é inegável que a contratação que teve o maior impacto no Tricolor de Mano Menezes é Carlos Vinícius. Se hoje, o clube caminha para um fim de ano sem riscos, muito (mas muito, mesmo) se deve ao centroavante.

E os números estão aí para provar.

Carlos Vinícius tem impacto no patamar de Luis Suárez

A frase, dita assim, pode até assustar. Mas o impacto de Carlos Vinícius nesses 12 jogos se compara ao que Luis Suárez fez ao longo de todo o 2023 pelo Grêmio.

Claro. O uruguaio fez muito mais, não apenas no período de tempo em que foi impactante, mas por ter quase conduzido o clube a um título brasileiro. Mas a contribuição do Vini da Pose é tamanha, que até supera a de Luisito.

A média de gols de Carlos Vinicius pelo Grêmio, aliás, é superior à de Suárez. O brasileiro fez nove gols em 12 jogos, com média de 0,75 por partida. O uruguaio anotou 29 gols em 54 partidas, com uma média de 0,53 gol por jogo.

O que diferencia (e dá vantagem) a Suárez são as assistências. Ele contribuiu com 17 passes para gol, contra apenas uma assistência de Carlos Vinicius. O uruguaio encerrou 2023 com uma média incrível 0,86 participação em gol por jogo, contra 0,83 do brasileiro.

Carlos Vinícius pelo Grêmio

  • 12 jogos
  • 781 minutos
  • 9 gols
  • 1 assistência
  • Média de 0,75 gol por partida e de 1 gol a cada 86,7 minutos
  • Participa de 0,83 gol por partida, ou de 1 gol a cada 78,1 minutos
Carlos Vinicius após marcar pelo Grêmio
Carlos Vinicius após marcar pelo Grêmio (Foto: Edu Andrade/Fatopress/Gazeta Press)

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Além dos gols: Carlos Vinícius faz o Grêmio jogar

Centroavante com a “cara” do futebol gaúcho

Neste curto, porém marcante, período de 12 jogos pelo Grêmio, Carlos Vinicius se notabiliza por ser um centroavante terminal. Que precisa de poucos toques na bola para marcar e usa o corpo e o ótimo posicionamento para levar vantagem no embate físico com os zagueiros.

Um centroavante bem ao estilo do futebol gaúcho. Mas que contribui com muito mais do que a presença de área e os gols. Não é exagero dizer que Carlos Vinícius faz o Grêmio jogar.

Com 1m90 de altura, o atacante tem a imposição física como uma de suas principais valências. E ele a utiliza com maestria nas jogadas de pivô que ajudam o Grêmio a desafogar o jogo e a progredir no campo.

Carlos Vinícius costuma dar profundidade à equipe ao segurar a primeira linha de defesa. Mas ele também faz movimentos de recuo que atraem os marcadores e abrem espaços para as investidas dos extremas e também do meia mais adiantado, que costuma ser Edenílson.

E é aí que entra outra virtude do centroavante: a leitura de jogo desenvolvida em seis temporadas de Europa. Ao recuar para buscar o jogo, Carlos Vinícius costuma mapear o campo para procurar soluções que auxiliem a equipe a manter a posse de bola.

E ele tem mostrado que sabe dar os tempos certos à equipe. Prende a bola quando necessário para esperar a aproximação e também a solta de primeira quando precisa aliviar a pressão. Os domínios orientados o ajudam neste processo de tomada de decisão.

Carlos Vinícius mostra que não é “só” força física

A análise da movimentação do centroavante nos jogos do Grêmio mostram também que o seu impacto no jogo vai além da imposição física. Carlos Vinícius tem boa mobilidade para um jogador de seu porte físico.

Por vezes, não se limita apenas a fazer a parede ou dar profundidade nas regiões mais centrais do campo. Não é raro vê-lo caindo pelos lados do campo para participar de combinações com os extremas.

Os gols marcados pelo centroavante também ajudam a ilustrar que ele não é apenas um jogador de referência.

O atacante também gosta de atacar a primeira linha do adversário em movimentações na diagonal, para receber o passe em profundidade e em condições de finalizar. Foi assim, por exemplo, que ele marcou um dos gols de seu hat-trick contra o Juventude.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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