Brasileirão Série A

Vojvoda é próprio antídoto e Santos pune pecado do Inter para respirar contra rebaixamento

Colorado não liquida jogo no primeiro tempo e vê Peixe reagir na etapa complementar

O primeiro tempo no Beira-Rio deixou claro por que o Internacional ainda depende mais de si do que dos rivais na luta contra o rebaixamento. O time de Ramón Díaz controlou o jogo, acelerou pelos lados, empurrou o Santos para dentro da área e criou oportunidades suficientes para construir uma vantagem confortável.

A execução, porém, foi o ponto de ruptura: o Colorado perdeu chances em sequência, esbarrou em más finalizações e saiu para o intervalo com um magro 1 a 0 que não refletia nem de longe o volume apresentado.

A ineficiência de não “matar” o jogo cobrou seu preço. O Santos, que fez uma etapa inicial de baixíssima competitividade e entrou em campo já dentro do Z4, voltou para o segundo tempo com outra postura.

Vojvoda mexeu na equipe, corrigiu o espaçamento entre setores e lançou Barreal, Guilherme e João Schmidt para reorganizar o meio e dar profundidade ao ataque. Deu certo. As mudanças equilibraram a partida e expuseram um Inter mais ansioso e menos coordenado em campo.

A reação santista ganhou corpo à medida que o Inter perdia o controle territorial que havia exercido na primeira metade. Mais agressivo nos duelos e com maior presença no campo ofensivo, o Peixe conseguiu estabelecer um ritmo que não existira no início do jogo. O gol de Barreal premiou a mudança de abordagem e transformou um cenário que parecia encaminhado para o Colorado.

O empate por 1 a 1 deixa impressões distintas para cada lado. A equipe santista segue no Z4, mas encontra no segundo tempo sinais de competitividade que não vinha apresentando — algo vital para as três últimas rodadas. Já o time gaúcho lamenta ter desperdiçado um caminhão de gols e um domínio raro em sua temporada. Em um campeonato tão curto para quem está ameaçado, a incapacidade de fechar partidas como a de hoje pode custar caro.

Como foi o empate entre Inter e Santos

A vitória sobre o Ceará na rodada passada e o ambiente favorável criado no Beira-Rio fizeram o Inter se encher de confiança e encurralar o Santos contra o próprio campo. E essa pressão deu muito certo no primeiro tempo. Aos 19 minutos, Alan Patrick abriu o placar e desafogou os torcedores presentes no estádio.

Alan Rodriguez deu passe por elevação para Borré, que, de peito, serviu o camisa 10 dentro da área. Cara a cara com Gabriel Brazão, Alan Patrick chutou forte de canhota e estufou as redes. E ficou barato para o Peixe na etapa inicial. Se não fosse pelo goleiro santista, o prejuízo teria sido muito maior.

Veio o segundo tempo, e o cenário mudou. O Inter, que empilhou gols perdidos nos 45′ iniciais, já não era mais tão dominante assim. E o Santos, que melhorou com as mexidas feitas por Vojvoda, se aproveitou disso. Aos 16′, em lindo chute de Barreal, a equipe alvinegra empatou.

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Como Inter e Santos ficam na tabela do Brasileirão?

Com o amargo empate no Beira-Rio, o Internacional foi a 41 pontos e se manteve na 15ª colocação do Brasileirão. Já o Santos foi a 38 pontos e, com o triunfo do Vitória na rodada, entrou no Z4 — 17º lugar.

Próximos jogos:

  • Vasco x Internacional — Brasileirão — sexta-feira, 28 de novembro, às 19h30
  • Santos x Sport — Brasileirão — sexta-feira, 28 de novembro, às 21h30

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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