Choque de estilos expõe eficácia do Vitória e falhas que complicam Bahia
Leão venceu o visitante no Barradão com jogo de alternância de domínio e propostas bem definidas
Um Vitória que buscava ser vertical, rápido e atacar pelos lados do campo e um Bahia que tentava monopolizar a posse de bola e criar chances a partir da paciência e troca de passes marcou o clássico baiano desta quinta-feira (16). No fim, o Rubro-Negro venceu por 2 a 1 no Barradão e expôs a maior eficácia pela 28ª rodada do Brasileirão.
No primeiro tempo, o Leão foi superior em sua proposta contra um rival que pouco fazia com a bola. Assim abriu o placar aos 26 minutos, quando Renato Kayzer converteu pênalti cometido por Santiago Arias após a bola explodir na mão dele em cruzamento de Ramon.
A partir de uma jogada individual (e improvável) de Nicolás Acevedo, Tiago conseguiu igualar o placar ainda na parte inicial. Na etapa final, apesar do Tricolor de Aço começar muito melhor e, finalmente, ser efetivo em sua proposta de jogo, o Leão deu outro show de eficácia em mais um erro do visitante.
O cruzamento de Ramon à meia-altura deveria ser fácil para defesa do Bahia cortar. Deveria porque Rezende furou feio e a bola se ofereceu para Raúl Cáceres confirmar a vitória do dono do Barradão.
O Rubro-Negro, com apoio da torcida, mostrou muita vontade e sangue nos olhos para manter o resultado. A eficiência do Leão, porém, não tem sido a tônica neste Campeonato Brasileiro, visto que nem os três pontos de hoje tiram o time treinado por Jair Ventura da zona do rebaixamento — o Santos, primeiro time fora do Z4, soma 31 de pontuação contra 28 do Vitória e eles se enfrentam na próxima rodada.
O Bahia vê o Fluminense se aproximar do G6 do Brasileirão, agora a dois pontos da equipe de Rogério Ceni.
Gol do Bahia estraga bom 1º tempo do Vitória
Empurrado pela arquibancada, o Rubro-Negro começou o jogo mais intenso e ligado para mudar o placar. Em três minutos, o time já tinha finalizado duas vezes de dentro da área. Na primeira, em jogada rápida, Cáceres mandou em cima de Ronaldo, que espalmou. Na segunda, Kayzer foi bloqueado pela marcação.
Aos dez, um cruzamento de Cantalapiedra desviou e quase surpreendeu o goleiro do Esquadrão, novamente tendo que trabalhar. Esse bom jogo pelos lados do campo, de velocidade e poucos passes, culminou no pênalti que seria convertido por Kayzer.
O Bahia defendia mal e atacava pior. A estrutura 3-2-5 com bola, já notável com Ceni, era de pouca mobilidade e facilitava para defesa de cinco do Leão proteger o espaço. A jogada individual de Acevedo no gol do empate mudou isso.

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Leão se recupera de bom início do rival e segura três pontos
A parte final do jogo teve três momentos bem distintos. O retorno do intervalo era de um domínio do Bahia: Nestor duas vezes e Ademir chegaram com perigo no ataque e poderiam ter marcado.
No meio disso, meio que “sem querer”, o Vitória criou a grande chance antes do gol em cruzamento que Dudu dominou limpando a marcação e, na cara de Ronaldo, chutou colocado rasteiro antes do goleiro salvar.
O gol do Leão aos 18 mudou o controle da partida. Na sequência, Dudu ficou a centímetros de ampliar após roubar a bola no campo de ataque e receber de volta de Matheusinho em cruzamento.
De meia hora para frente, o Bahia foi para o abafa. Cauly quase fez gol de placa ao limpar vários marcadores e chutar por cima do gol. David Duarte assustou com bomba de fora e em falta cobrada de longe, enquanto Camutanga tirou em cima da linha desvio da própria defesa que ia superando Arcanjo. Após oito de acréscimos, nem a expulsão de Dudu tirou a vitória rubro-negra.



