Brasileirão Série A

Tite vê Flamengo melhor nos detalhes contra o Bragantino e aponta confiança como fator decisivo

Acompanhado pelo preparador físico, Tite ainda brincou sobre o pique para comemorar o gol de Arrascaeta, que deu a vitória ao Flamengo

Tite chegou na sala de coletiva do Maracanã com a camisa encharcada de suor, não apenas pelo pique que deu para comemorar o gol de Arrascaeta com seus atletas. O treinador viu o jogo contra o Red Bull Bragantino como um dos mais difíceis da temporada, especialmente pela qualidade da equipe treinada por Pedro Caixinha. A entrevista ainda teve Fábio Mahseredjian, preparador físico, para atualizar as situações dos lesionados.

O que Tite disse?

  • Confirmou que o jogo foi definido nos detalhes
  • Elogiou o Red Bull Bragantino
  • Falou de individualidades como Pulgar e Arrascaeta
  • Brincou com corrida para comemorar gol do Flamengo

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Motivação não falta, mas confiança pode ser alicerce

— Eu não acredito em parte motivacional, acredito em confiança. A atividade que eu exerço, o clube onde estou, com a torcida, espetáculo, se não estiver motivado é porque tem algum problema. O detalhe é a confiança. São jogos muito grandes, viemos de clássicos importantes contra o Palmeiras e Fluminense. Talvez o torcedor, inconscientemente, pense que se ganhar do Bragantino é fácil, só por não ter a história, títulos e investimento do Flamengo. Mas ele tem trabalho de longo prazo. A intensidade do jogo permanece o tempo todo. Futebol não é assim, fácil. O Bragantino criou muito mais oportunidades que o Fluminense, por exemplo. Talvez uma vitória no Fla-Flu e um empate hoje fosse até mais justo. Estamos analisando um contexto. Os últimos quatro jogos foram quatro grandes jogos.

Tite também falou, como mencionado, sobre a corrida para dar um abraço em Arrascaeta e no restante dos atletas que comemoravam o gol do uruguaio. O treinador frisou que se permitiu sentir naquele momento, ainda que não quisesse desrespeitar os adversários.

— Eu já corri melhor, mas o joelho não ajuda. Eu queria ter o respeito e não passar na frente de ser um adversário, mas me permiti ser um ser humano, demonstrar minhas emoções. Foi tudo pensando nos três pontos. A apontada para o Matheus foi com relação a substituição. A Data FIFA nos permitiu treinar várias formações, incluindo com o Bruno na direita. Temos que parabenizar a diretoria por ter trazido os atletas também. Fez a diferença contra uma equipe muito difícil. A equipe que menos perdeu no Brasileirão — concluiu.

Tite e Fábio lado a lado na coletiva após a vitória sobre o Bragantino (Foto: Gui Xavier/Trivela)

Preparador físico destrincha situação de lesionados

Fábio Mahseredjian, muito elogiado internamente no Flamengo, esteve ao lado de Tite na coletiva. Perguntado sobre as situações de alguns atletas entregues ao departamento médico, como Allan, Gabigol e David Luiz, o preparador físico deu notícias importantes ao torcedor rubro-negro.

— A elevação de qualidade começa com o condicionamento físico do Arrascaeta. Ele teve três lesões na posterior da coxa. É uma lesão que está sendo um problema no mundo do futebol. Saiu uma matéria sobre a Premier League sofrer com a lesão. E o índice de reincidência é muito grande. A volta do Arrascaeta sempre foi acelerada, agora que ele está conseguindo melhorar. A seleção Uruguaia sempre passa tudo que está fazendo. A intensidade do Bielsa é grande, mas ficamos muito felizes com ele hoje, jogando os 90 minutos — disse, antes de completar:

— Allan fez alguns treinos em separado pensando no aspecto físico. Ele está indo muito bem, altamente competitivo, o comportamento enche os olhos. O treino de amanhã vai ser importante para pensarmos na utilização dele. Sobre o David, é uma lesão de tornozelo de grau dois para três, entre aspas seria, mas está bem. Ainda tem um pouco de dor, vamos observar para saber desse treino de amanhã. O Gabriel foi estipulado um planejamento de treinos de fisioterapia — finalizou.

O Flamengo volta a campo no próximo domingo (26), às 18h30 (de Brasília), para enfrentar o América Mineiro, em jogo válido pela 35ª rodada do Brasileirão. É mais um confronto crucial para o Rubro-Negro, tanto na improvável, porém possível, briga pelo título, quanto na luta por uma vaga direta na Libertadores.

Veja outros pontos abordados na coletiva

Explicações sobre o jogo

— Não tenho condição de falar sobre o América. Hoje foi um jogo de duas equipes que não conseguiram se controlar. Tivemos domínio, mas ninguém neutralizava o adversário. Eles melhores no primeiro tempo, a gente no segundo. Efetividade fez a diferença em um grande jogo.

— Eu coloquei para os atletas. As vezes quando você toma um cartão cedo, qualquer jogada virava uma falta tática. Foi um jogo de muito embate. Quando o Matheus tomou cartão, foi natural que ele ficasse mais contido. Ele precisava ter cuidado. Eu não gosto de substituir jogador com cartão, ele precisa saber lidar com isso, mas foi o caso hoje. Tínhamos variáveis para manter o estilo.

Boa fase de diversos nomes do Flamengo

— As vezes a gente consegue o equilíbrio da equipe com dois jogadores de lado, enquanto em outro jogos precisamos de um articulador. Foi assim hoje, ele precisava dividir a articulação com o Arrascaeta. Como o Cebolinha estava bem, decidi tirar o Luiz para deixar o Gerson nessa função. Pulgar precisa ficar ao lado do Maia. O Bruno Henrique também, mesmo do lado direito, pode ser agressivo. Ele nos proporciona essa condição. São muitas variáveis dentro de uma partida.

Os mini jogos dentro das partidas

— Nos primeiros 20 minutos, o Bragantino foi melhor. Tivemos que baixar os pontas para retomar a bola dos alas deles. Não conseguimos fazer isso muito bem, olhando para o lado do Juninho Capixaba. É uma equipe muito bem treinada, muito tempo junto, joga sem pensar. O Pedro Caixinha falou em uma entrevista há um tempo que quer que a equipe reproduza seus pensamentos. Nós começamos o jogo excessivamente apressados. Esses são os mini jogos que acontecem durante as partidas.

Estão deixando o Flamengo sonhar?

— Tudo da magnífica história (campanhas de 2009 e 2020) do Flamengo, eu vou me agarrar. Preciso disso.

Olhos sempre na próxima partida, sem oba-oba

— A gente fica tão envolvido nos jogos, estamos sempre pensando hoje. Não podemos tirar o foco e ficar pensando muito na frente. Agora vamos pensar no jogo contra o América. É o Fábio fazendo os cuidados.

Dificuldade do Campeonato Brasileiro

— O campeonato está aberto. São seis equipes jogando um campeonato de quatro jogos. Muito complicado.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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