Tite evita falar da arbitragem e faz cobrança ao Flamengo em momentos críticos
Flamengo se desestabilizou com gol de empate e expulsão de Gerson, na opinião de Tite, que cobrou concentração do time
A derrota para o Santos, ainda que condicionada pela expulsão de Gerson, mostra que Tite ainda tem muito trabalho pela frente no Flamengo. Em rápida coletiva depois do revés, o treinador não quis emitir uma opinião sobre a arbitragem do gaúcho Rafael Klein, mas apontou diversos erros do Rubro-Negro na partida. Entre eles, a falta de concentração para superar baques ao longo dos 90 minutos.
O que Tite disse?
- Analisou as muitas circunstâncias da partida
- Desconversou sobre as decisões da arbitragem
- Evitou indelicadeza sobre renovação e futebol de 2019
- Explicou entrada de Rodrigo Caio
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Tite evita falar da expulsão e cobra concentração do Flamengo
— São partes do jogo. A partida tem diferentes etapas. Temos que ter maturidade para jogar nessas diferentes situações. Não vou entrar no mérito da expulsão. Eu a vi e tenho minha opinião, vou deixar com vocês. Mas não justifica que nós tenhamos uma instabilidade. A instabilidade tivemos no momento do empate. Antes, tivemos inflitrações, acertamos a trave, mas tomamos o gol e sentimos um pouco.
Tite também fez questão de desabafar sobre o momento vivido pelo Flamengo. Ainda que esteja conhecendo o elenco, o treinador foi crítico e apontou que os rubro-negros precisam enxergar os problemas de dentro para fora, a fim de conseguir administrar a pressão.
— A realidade dos fatos nós temos que enxergar. É claro que o torcedor fica frustrado. Eu sou torcedor, eu fui torcedor. E tenho compreensão. Nós enquanto profissionais temos que saber absorver essas situações. Isso faz parte da maturidade. Jogar em cima da expectativa do grande clube, da grande marca, da necessidade do resultado. Mas temos que ter a serenidade e a calma e a concentração para administrar tudo isso — concluiu.

Se Tite evitou, Fabrício Bruno soltou o verbo
Pensando nas expulsões de Gerson e Bruno Henrique, o zagueiro Fabrício Bruno desabafou à imprensa sobre a arbitragem. Na opinião do defensor, os erros têm se acumulado contra o Flamengo, que está sendo prejudicado no Campeonato Brasileiro.
— A arbitragem é terrível. Eu já cansei de reclamar, reclamar e reclamar. O Jean Lucas me dá um pisão no pé. O meu meião está rasgado. Ele vai dar o cartão e não dá. Você não pode reclamar com ele porque ele vai expulsar, igual fez com o Bruno Henrique. Tem atitude que precisa ser vista. É sempre contra o Flamengo. É sempre assim. Mas é levantar a cabeça agora. Temos um jogo dificílimo. Temos que corrigir os erros para voltar a vencer no campeonato — disse.
O Flamengo volta a campo no próximo domingo (05), às 18h30 (de Brasília), para enfrentar o Fortaleza, pela 32ª rodada do Brasileirão. Logo depois da final da Libertadores, o Rubro-Negro terá a oportunidade de se manter entre os principais times da liga nacional.
Veja outros pontos abordados na coletiva
Explicações sobre o jogo
— Diversas etapas foram construídas. A gente estabilizou no 4-3-2 no segundo tempo. Deixando dois atacantes mais livres e com movimentação. Quando você tem um jogo que fica mais comprido com um jogador a menos, você tem que ter jogador de mobilidade. Isso equilibrou. A equipe se estabilizou no 4-3-2. A equipe tomou um gol porque ele teve uma felicidade em uma jogada de média distância. Nós tínhamos a puxada de contra-ataque com o Gabi e o Bruno. Tentamos com o Arrascaeta, mas não deu. O resultado foi duro, mas nós cometemos erros.
— A equipe ainda está no processo de me conhecer e de ter estabilidade nesses momentos. Isso é maturidade. Deve ser desenvolvido. Tentamos um 4-2-3, com um a menos, mas estávamos sofrendo pelos lados. Mudamos para um 4-3-2, equilibramos a partida e sofremos o gol no fim. 4-3-2 como o primeiro meio-campista e dois externos. Quando o adversário faz dois atacantes do lado, eles dançam os três médios e não deixam superioridade no lateral. Você deixa dois atacantes mais livres e mais ‘fresh, para poder atacar espaço. Era o Bruno Henrique e o Gabriel.
Reformulação para voltar a 2019?
— Eu não posso te responder. Eu não estava aqui. Eu seria irresponsável e indelicado. Indelicado. Insensato. Oportunista. O que eu posso dizer é que eu sabia das dificuldades que é pegar no meio de um campeonato tão difícil. Eu tinha noção disso. A gente procura estabilizar a equipe para retomar o caminho de vitórias e de classificação.
— Eu entendo a sua pergunta. Eu sabia que o momento era hoje. O agora. A situação é o próximo jogo. No futebol não dá para pensar lá na frente. Lá na frente é o transcurso desses jogos que nós vamos ter.
A expulsão de Gerson
— Absorver, colocar os fatos reais. O Gerson é versátil, trabalha do lado, no centro e como segundo meio-campista. Independentemente do árbitro acertar ou errar, nós temos que absorver e reagir dessa forma. Eu tenho que mexer na equipe. Com um jogador a menos, tivemos uma equiparação. As circunstâncias acabam acontecendo. A qualidade técnica individual no chute de média distância acabou decidindo o jogo.
Responsabilidade e objetivos no Brasileirão
— O técnico Tite tem a responsabilidade igual aos outros. Não tem herói, nem vilão nessas horas. Todos são responsáveis. O trabalho é gerido enquanto equipe, e tenho minha responsabilidade, sim. Buscamos a estabilidade durante as partidas e a estabilidade entre uma partida e outra.
— Objetivo é a classificação direta para Libertadores. É isso desde o início. Coerentemente falando. Administrar as situações adversas, os erros e as adversidades. É fazer de cada jogo a nossa performance ser melhor.



