A estatística que aponta o fim de ano melancólico do São Paulo após mais um vexame
Apático, Tricolor vira presa fácil para o Mirassol em derrota por 3 a 0 neste domingo (18), pelo Brasileirão
Hernán Crespo tem razão ao expressar a sua revolta com as muitas lesões que insistem em limitar as opções de seu elenco. São dez ausências por problemas médicos, e — acredite — o número já foi até maior.
É inegável que a enormidade de baixas atrapalha (e muito) o trabalho do treinador. Mas a melancolia que dita o tom do fim de ano do São Paulo vai muito além dos desfalques e das lesões.
A derrota por 2 a 0 para o Mirassol neste domingo (19), no Maião, pela 39ª rodada do Brasileirão é prova disso. Porque não foi apenas um tropeço isolado. E sim mais um tropeço em meio a uma sequência assustadora.
A melancolia do São Paulo neste fim de ano em 2026 é comprovada por uma estatística brutal: o Tricolor sofreu a oitava derrota nos últimos dez jogos. E o que talvez seja pior é que a equipe joga à altura destes resultados.
Melancólico, São Paulo vive em clima de fim de festa
A verdade é que o Tricolor encara partida após partida sob clima de fim de festa basicamente desde a merecida eliminação para a LDU na Libertadores. A boa atuação na derrota por 3 a 2 para o Palmeiras é a exceção que comprova esta regra.
O resultado no clássico, aliás, poderia ter mudado os rumos do ano, não fossem os erros da arbitragem. Mas, como sabemos, o “se” não existe no futebol.
O que existe, de fato, é um São Paulo que joga menos a cada partida. E que deveria jogar mais. Para este elenco, o único jeito de “salvar” o ano é a conquistar uma vaga na Libertadores.

Mas hoje, o Tricolor é oitavo colocado, com 38 pontos. Está a 14 pontos do Mirassol, atual quarto colocado, e a cinco do Bahia, que hoje é sexto.
A esperança de ir para a competição continental recai muito mais nos possíveis títulos de Flamengo ou Palmeiras na Libertadores e do Cruzeiro na Copa do Brasil do que em uma resposta da equipe no Brasileirão.
A vaga na Libertadores depende de um G8 hipotético. E o pior: o São Paulo ainda precisa batalhar para garantir esta possível oitava colocação.
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Apatia do São Paulo em derrota assusta
São oito derrotas nos últimos dez jogos. Três derrotas consecutivas. Oito gols sofridos nos últimos três jogos.
Sobram estatísticas para falar sobre o péssimo momento do São Paulo em 2025. E talvez o mais assustador de tudo para o torcedor seja a postura de uma equipe que se acostumou a aceitar as derrotas sem demonstrar indignação.
A reação dos jogadores após o pênalti que originou o terceiro gol do Mirassol é emblemática porque comprova a sensação de apatia. A arbitragem assinalou pênalti por toque de mão de Lucas após consulta ao VAR. Um lance interpretativo, que abre margem para reclamação. Mas os jogadores o aceitaram calados.
Uma prova de que o São Paulo foi presa fácil para o Mirassol desde o início da partida. E não é força de expressão. Alesson abriu o placar logo aos 35 segundos de partida, com o gol mais rápido desta edição do Brasileirão.

O responsável pela assistência foi Reinaldo. O principal jogador do Mirassol reeditou a lei do ex que já havia castigado o São Paulo na derrota por 2 a 0 no duelo do primeiro turno. O lateral-esquerdo marcou de pênalti o segundo gol dos donos da casa.
Já no segundo tempo, Carlos Eduardo converteu o pênalti que fechou o placar. Mas é preciso falar do que aconteceu antes mesmo de (mais um) gol de Reinaldo, ainda na primeira etapa.
Pois o São Paulo não ameaçou a soberania do Mirassol mesmo quando a partida ainda estava 1 a 0. Pelo contrário. O placar só não foi mais elástico porque Rafael fez dois milagres.
Os próximos jogos do São Paulo
- São Paulo x Bahia — Campeonato Brasileiro — sábado, 25 de outubro, às 21h30;
- Vasco x São Paulo — Campeonato Brasileiro — domingo, 2 de novembro, às 20h30;
- São Paulo x Flamengo — Campeonato Brasileiro — quarta-feira, 5 de novembro, às 21h30.
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