São Paulo paga preço por decisões da diretoria e se complica em objetivo
Tricolor teve que jogar novamente como mandante na Vila Belmiro por decisões da gestão de Julio Casares
O São Paulo jogou seu segundo jogo seguido “em casa” e deixou pontos pelo meio do caminho no Brasileirão. Após empatar com o Flamengo no meio da última semana, 2 a 2, o Tricolor recebeu o Red Bull Bragantino na Vila Belmiro, estádio do Santos, e acabou superado, 1 a 0, pela 33ª rodada.
O time paulista, derrotado para um adversário que não vencia como visitante há quatro meses, novamente teve que jogar como mandante na casa santista porque a diretoria encabeçada pelo presidente Julio Casares firmou uma série de shows no MorumBIS justamente na reta final do campeonato nacional.
A razão para esses shows é a crise financeira vivida pelo São Paulo, cenário que a própria gestão atual, iniciada em 2021, agravou (o lucro dos concertos das bandas Imagine Dragons, Linkin Park, Oasis e da cantora Dua Lipa será de mais de R$ 20 milhões).
A equipe tem mandado jogos fora de sua casa, precisando se locomover para o litoral paulista, como se não lutasse por nada na competição — para infelicidade dos dirigentes, o clube ainda tem um objetivo.
Os comandados por Hernán Crespo estacionaram nos 45 pontos, na oitava colocação, e se complicam cada vez mais na luta por uma vaga na próxima Libertadores. O Fluminense, sétimo, soma 50 de pontuação e ainda joga com o Cruzeiro na rodada.
— Ei, Casares, vai tomar no c* — cantaram parte dos mais de 10 mil torcedores são-paulinos que estavam na Vila.
Para ir à fase prévia da principal competição continental no próximo ano no cenário atual, o time precisaria contar com o título de Cruzeiro ou do próprio Flu na Copa do Brasil (ambos são semifinalistas).
São Paulo abusa de chutes de fora da área no 1º tempo
O visitante, se defendendo bem por toda etapa inicial, até teve início interessante, com três finalizações no espaço de 18 minutos, período que impôs dificuldades na saída de bola tricolor e foi intenso para acelerar os ataques.
Com o passar do tempo, o São Paulo foi rondando a área adversária e buscando espaços no meio da defesa do Massa Bruta, mas não encontrou. As lacunas estavam na entrada da área e de lá o time mandante finalizou cinco vezes, todas as tentativas nos primeiros 45 minutos.
Duas das conclusões que passaram mais perto do gol vieram dos pés dos mais técnicos são-paulinos em campo: Luciano, em sobra da defesa após cruzamento, e Lucas Moura, em batida que passou rente à trave. Em troca de passes com a participação da dupla, Bobadilla exigiu defesa de Cleiton.

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Bragantino volta mais agressivo e consegue marcar
O Braga voltou com as melhores oportunidades, conseguindo infiltrar na defesa adversária, bem diferente do São Paulo, que retornou menos criativo pela saída de Lucas e entrada de Tapia. Aos oito, Vanderlan levantou na área e, de ombro, Gustavinho desviou, deixando a bola quase em condições para Lucas Barbosa marcar na segunda trave.
Com 26 no relógio, Jhon Jhon teve todo espaço do mundo na esquerda para cruzar em direção à pequena área, onde Enzo Díaz atropelou Barbosa, pênalti. O próprio meia ex-Palmeiras foi para cobrança e marcou.
Na pressão final, desorganizada e com muitos cruzamentos, o Tricolor só levou perigo em batida de Luciano de longe. A derrota terminou justa pela qualidade das chances de gol.



