Brasileirão Série A

Flamengo: Sampaoli desconversa sobre crise, e Braz elogia treinador após empate

Rubro-Negro não jogou bem e foi vaiado pela torcida, mesmo que tenha sido salvo por pênalti convertido por Pedro no fim

O técnico Jorge Sampaoli concedeu sua primeira coletiva depois da eliminação para o Olimpia, já que foi expulso na partida que decretou a saída do Flamengo na Libertadores. Entre esquivas sobre o futuro e uma análise do que foi a partida deste domingo (13), diante dos reservas do São Paulo, o treinador respondeu poucas perguntas dos jornalistas.

O que Sampaoli disse?

  • Questionado sobre bastidores, desconversou
  • Também foi perguntado sobre o futuro, mas deixou respostas à diretoria
  • Viu o Flamengo mal no primeiro tempo, bem no segundo
  • Confirmou que saídas de Gabigol e Arrascaeta foram por opção tática

Sampaoli responde sobre crise, mesmo que vagamente

— Nós pensamos que cada jogo vai ser uma apresentação de bom futebol. Nós trabalhamos o tempo todo para que o time seja protagonista do jogo e continuarei perseverando para que isso aconteça. Já expliquei por que cheguei aqui e que o time, todavia, não tenha essa sensação de protagonismo que certamente tento todos os dias. Porque meu trabalho é pensar nisso 24 horas. Então vou sempre dar o melhor de mim para que o time consiga essa possibilidade. O futebol, às vezes, te dá a chance de conseguir e às vezes não. Mas as tentativas são cada vez mais exigentes e com mais informação para que o time consiga o que eu quero.

O treinador do Flamengo também falou sobre o processo de comunicação dentro do clube, entre jogadores e comissão técnica. Sampaoli confirmou que se dedica diariamente para manter o Rubro-Negro no mais alto nível de futebol.

— Há uma postura de projeção que são os jogadores que, estando fora da escolha inicial do treinador, têm que haver um processo de comunicação e adaptação. Nós, ao contrário, estamos nos adaptando aos jogadores do Flamengo. Porque estamos tentando que resolvam os vínculos dentro de campo que já acontecem há muito tempo. Se você observar meus times anteriores, são totalmente diferentes. Há uma adaptação aos jogadores — disse, antes de concluir:

— Não tenho nenhum problema em autocrítica, sou um técnico que sempre quer que o time jogue como no segundo tempo e tranquilo, mesmo sem o time ganhar, e teve uma imagem de protagonismo desmedido, mas quando o time entra numa passividade ou comodidade, aí sim me sinto incomodado. Então, tenho que buscar a projeção com a execução e ser uma mistura que nos permita ter resultados nesse curto prazo. Minha equipes têm um grau de intensidade, pressão e ataque muito altos. Há facetas que ainda não consegui — finalizou.

Braz elogia Sampaoli e fala sobre momento do Flamengo

Depois do duelo, o vice-presidente de futebol, Marcos Braz, também falou com a imprensa. O dirigente saiu em defesa de Sampaoli, fez elogios e disse que não acredita em crise no Flamengo.

— Não acredito nisso, que não tenha boa relação. O Sampaoli é um bom treinador, todo mundo sabe que a gente teve um evento fora da curva, que não tem como controlar. O Flamengo, como instituição, tomou todas as atitudes, as pessoas do departamento entenderam isso e a vida seguiu. Tivemos uma vitória contra o Olimpia aqui em que passei na zona mista e não fui perguntado por ninguém em relação a elenco e, num ato subsequente, simplesmente fomos eliminados — disse, antes de concluir:

— Está todo muito triste. Uns mais, outros menos. Quando falo de uns mais e outros menos é em relação à eliminação. Está todo mundo chateado. É uma desclassificação que foi recente, há três dias, não pode estar ninguém feliz em relação a isso. Não acho justo e correto ser sistemático em tudo quanto é lado que tem divisão. Acho que não é justo porque há uma semana tinha exatamente os mesmos jornalistas que cobrem o Flamengo e não tinha essa questão sistemático. Quando os resultados não vêm, a grandeza do Flamengo faz com que isso fique mais complexo ainda para se reverter o quadro e tenho certeza que isso vai acontecer — finalizou.

O Flamengo volta a campo nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Grêmio, pela Copa do Brasil. O Rubro-Negro venceu a partida de ida por 2 a 0, em Porto Alegre, e carrega larga vantagem para a volta no Maracanã.

Veja outros pontos abordados na coletiva

Melhora com relação ao jogo contra o Olimpia
— Se vejo que o time está jogando mal e sem intenção, eu falo, mas hoje sabemos que temos que recuperar o rendimento de jogadores que não podem dar maiores resultados. Hoje o time pôs a cara, atacou até o último segundo, converteu o pênalti e teve 14 finalizações no segundo tempo. Além de qualquer erro, claro que há apreciação e parece que vincular o que aconteceu no Paraguai é diferente do que aconteceu hoje. Totalmente diferente. O time está com energia e decisão. Ainda não com a precisão que estamos acostumados nesse time, mas com certeza vai aparecer. Temos uma semifinal importante e valorizo muito o esforço de hoje.

Saídas de Gabigol e Arrascaeta
— Não havia questão de minutagem. Pensei em colocar um atacante de área e por isso botei Pedro no lugar do Gabigol, que se movia um pouco mais e precisávamos de referência. Por isso, no segundo tempo o Bruno ficou entre zagueiro e lateral e Ayrton Lucas somou pela esquerda com Gerson e o volume de ataque foi de muita intensidade no segundo tempo. No primeiro tempo não tivemos energia e a pressão inicial que o São Paulo fazia. Por isso pensei em trocar.

O trabalho no Flamengo
— Está falando de suposições e eu não tenho certeza do que comenta. Porque fala de alguns jogadores e alguma coisa… Eu sempre digo que o treinador tem a obrigação de projetar uma forma de jogar. O jogador tem que adaptar ao que o treinador precisa na ideia futebolística. Normalmente quando não acontece se fala um monte de coisa e não há certeza.

Possível demissão
— Não sei. Isso depende de quem conduz. É o mesmo que falava antes. A diretoria definirá que projeto esportivo quer de cada futuro. Eu defino de que maneira o meu time e o que precisam desempenhar. Cada um na sua função. Mas essa pergunta deve ser direcionada a outra pessoa. Não a mim.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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