Renovação por dois anos com Renato Augusto seria mesmo uma loucura?
Aproveitamento em campo de Renato Augusto com o camisa 8 do Corinthians chega a mais de 70%

É inegável a gigantesca presença moral e tática imposta por Renato Augusto no Corinthians. Com o camisa 8 em campo, o time parece viver uma virada de chave tática e emocional. Seu relacionamento com a torcida alvinegra também é um fator a ser observado – e isso não é de hoje.
Vencedor desde sua primeira passagem, de 2013 a 2015, quando conquistou a Recopa Sul-Americana, o Campeonato Paulista e o Brasileirão de 2015, ele voltou ao Brasil em 2021 com destino certo depois de algumas temporadas na China. Desde então, não há dúvidas de que o craque assumiu todo e qualquer protagonismo no time, independente de qual treinador que estivesse no comando.
Mas apesar de todo o carinho e respeito que o torcedor tem para com o jogador, nos últimos dias as notícias de uma possível renovação de contrato dividiu opiniões. Mas, será que ter o camisa 8 por mais dois anos seria realmente uma loucura?
Não. E a Trivela explica por que.
Por que a renovação não é uma loucura?
Renato Augusto é diferente. Desde que retornou ao Corinthians, em 2021, assumiu o papel de um dos líderes do elenco alvinegro. Sua presença dentro do campo transforma nitidamente o clima e a postura do time – sem contar o banco de reservas, onde nesta temporada o jogador nitidamente aconselha o treinador Vanderlei Luxemburgo frequentemente, o que já acontecia desde Fernando Lázaro, e opina até mesmo antes das cobranças de pênaltis, como foi na Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro.
Nesta temporada, são sete assistências e cinco gols marcados em 28 jogos. Com Renato em campo, o o aproveitamento do Timão atinge os 71,4%. São 13 vitórias, seis empates e duas derrotas. Já sem o camisa 8, os números despencam para 28,7% – cinco triunfos, quatro empates e 13 derrotas.
É fato que Renato Augusto lida com problemas físicos e lesões desde que voltou ao Brasil, esse é até um dos argumentos de quem não gostaria de uma renovação com o jogador. Suas ausências fazem com que o Corinthians precise de um planejamento ainda mais detalhado sobre quando – e como – é melhor tê-lo em campo.
Mas como já dito, visto e comprovado, vamos analisar o copo meio cheio com os números a favor das boas atuações de Renato. Valeria a pena para o clube manter um jogador diferenciado e que muda a história do jogo, ainda que com 35 anos, e sair em busca de alguém no mercado da bola que possa suprir taticamente a falta do camisa 8 quando necessário.
Orientação de Luxemburgo sobre renovação
O tempo longe dos gramados não é apenas com Luxemburgo no comando, no ano passado com Vítor Pereira, Renato também precisou ficar sem atuar por conta de lesões e desgastes físicos. Para ter a presença do craque no maior número de partidas possíveis, Luxemburgo preserva o atleta em alguns jogos, e nunca o deixa atuar durante 90 minutos completos.
O treinador chegou a sugerir ao departamento de futebol que o ideal seria uma renovação por apenas mais uma temporada, pensando claramente na condição física comprometida do meia. O vínculo poderia ser estendido caso o número de lesões não atrapalhasse tanto Renato Augusto em 2024 quanto atrapalhou em 2023.
Eleição presidencial no clube pode travar renovações
Em ano de eleição presidencial no clube, que acontece em novembro, a atual diretoria do Corinthians tem empecilhos para assinar novos contratos. Uma eventual conversa entre o atual presidente, Duílio Monteiro Alves, e os candidatos à presidência do clube com os nomes que estão na mesa poderia resolver a situação.
Mas, nem mesmo na diretoria alvinegra, a discussão sobre a permanência de Renato Augusto- e outros jogadores do atual elenco corintiano com contratos prestes à vencer, é uma unanimidade. A decisão ficará, muito provavelmente, a cargo do novo comandante eleito para assumir o alvinegro.



