Brasileirão Série A

Paulo Autuori usa Gabiru para defender Wesley e diz que usará base no Cruzeiro

Treinador interino do Cruzeiro, Paulo Autuori concedeu entrevista coletiva após empate em 2 a 2 com o Vasco, no Mineirão

O treinador Paulo Autuori concedeu entrevista coletiva após o empate entre Cruzeiro e Vasco, por 2 a 2, na noite dessa quarta-feira (22), no Mineirão. A partida, atrasada da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um confronto direto entre o 15º e o 16º colocados. Com a mesma pontuação, o time celeste segue atrás do cruz-maltino por ter uma vitória a menos. O jogo aconteceu de portões fechados, por causa da punição do STJD ao time celeste, após invasão de campo de torcedores da Raposa durante a partida contra o Coritiba, na Vila Capanema, no último dia 11 de novembro.

Autuori começou a coletiva admitindo os erros do Cruzeiro, que tomou dois gols em falhas bisonhas da defesa, situações que poderiam ter custado ainda mais caro, caso o time celeste não conseguisse marcar seus gols. Apesar de assumir os vacilos, o treinador interino preferiu não individualizá-los.

— No futebol, vamos fazer gols e não podemos deixar de jogar porque sofremos gols. Vacilamos nos dois gols, não tem que ficar de justificativa. Os erros não podem ser personificados. Nosso sistema como um todo, sabíamos que o Vasco ia começar a alçar as bolas na área. Erramos. Quando se erra, paga-se o ônus por isso — disse Autuori.

O treinador disse, ainda, que o Cruzeiro sabia da estratégia do Vasco de alçar bolas para a área, forma com que o cruz-maltino marcou seu segundo gol no jogo. Por isso, Autuori lamentou ainda mais as falhas defensivas.

— Sabíamos que o Vasco ia começar a alçar bolas na área, especialmente por cruzamentos. Não temos tempo a lamentar. Apenas assumir os erros. Os jogos são assim, com o emocional muito elevado — apontou.

Autuori defende Wesley

Questionado sobre a utilização do atacante Wesley, que não foi relacionado contra o Fortaleza, mas que entrou na partida dessa quarta-feira (22) e perdeu duas chances claras de gol, a segunda delas, quase na pequena área, sem marcação, Paulo Autuori saiu em defesa de seu jogador, dizendo que o camisa 11 irá errar e acertar.

— Eu conto com todo mundo. O fato de não ir para um jogo é característico. Ele entrou no lugar do Arthur (Gomes) para manter a velocidade, é um jogador que tem gols importantes no histórico. Não conseguiu fazer, mas vai fazer e perder outros. É um jogo mental, as equipes sabem que tipo de jogo o Wesley faz e isso gera preocupação. Ele podia ter aproveitado mais, mas outros vão perder e vão fazer. Se ele faz aquele gol, qual seria a pergunta? Ele perdeu o gol, ele sabe disso. Mas seria um outro tipo de análise — falou o treinador.

Para reforçar seu ponto, Autuori chegou a citar o atacante Adriano Gabiru, muito criticado no Internacional, em 2006, mas que passou a ter status de ídolo após marcar o gol do título mundial do Colorado naquele ano.

— O Adriano Gabiru, no tempo do Inter, estava sendo execrado. O treinador acreditou, ele foi para o Mundial e virou ídolo. Fez o gol do título. Esquece tudo que falaram. Os jogos sempre foram em dezembro. Começa a temporada dentro desse calendário horrível e, em janeiro, fez dois, três jogos e já ‘não valia nada’. Não vamos nos dar ao luxo de abrir mão de jogadores — comparou o treinador.

Jovens jogadores continuarão tendo oportunidades

Na partida contra o Vasco, Autuori utilizou três jogadores vindos da base do Cruzeiro, sendo eles: o lateral-esquerdo Kaiki, os meio-campistas Ian Luccas e Japa. Questionado sobre as oportunidades para os jovens jogadores, o treinador interino disse que é preciso coragem para escalar os garotos numa situação delicada como a da Raposa, mas ressaltou que seguirá fazendo isso. Mas, ainda assim, pregou cautela para não queimar os atletas.

— Claro que sim (irá utilizar os jovens), porque isso não é a minha vontade, é a ideia que o clube tem, muito clara, o maior aproveitamento de jogadores da formação. Mas quantas vezes nós já vimos, quando os resultados não aparecem, falarem “ah, tem que botar os atletas da formação”, aí entram dois três jogos mal, descarta o jogador, e passa a ser “tem que contratar jogador”. Você tem que ter convicção naquilo que faz, analisando e corrigindo os erros. Eles vão continuar (entrando) porque é uma ideia clara da política de futebol que o clube tem para o futuro e não a pedidos. Para se fazer isso tem que ter convicção e coragem e isso não nos falta — explicou Paulo Autuori.

Balanço dos jogos atrasados

Questionado sobre o balanço da conquista dos quatro pontos em seis possíveis nos jogos atrasados que disputou, Paulo Autuori não quis fazer suposições, já que não haveria maneira de mudar a realidade do que já aconteceu.

— “Se” não existe. Os fatos já aconteceram, e deixam de ser opiniões. O importante é que, nesse momento, o Cruzeiro não está na zona de rebaixamento. Estávamos quando tínhamos jogos atrasados — falou o treinador.

Foto de Maic Costa

Maic Costa

Maic Costa nasceu em Ipatinga, mas se radicou na Região dos Inconfidentes mineiros. Formado em Jornalismo na UFOP, em 2019, passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas. Atualmente, é setorista do Cruzeiro na Trivela.
Botão Voltar ao topo