Palmeiras precisa mesmo do Vitor Roque atuando tanto na ponta-esquerda?
Camisa 9 do Palmeiras tem saído muito da área para buscar jogo
O Palmeiras não teve uma boa produção ofensiva na derrota por 0 a 2 para o Flamengo, neste domingo (25), no Allianz Parque.
Até teve volume, em especial na primeira etapa. Mas, chances claras, foram poucas. E isso talvez tenha a ver com a movimentação de uma peça-chave do ataque alviverde.
Por mais um jogo, foi muito comum ver Vitor Roque atuando pela esquerda do ataque. Uma movimentação que está longe de ser a exceção, como seu mapa de calor do Campeonato Brasileiro no “SofaScore” mostra com clareza.

O deslocamento de Roque para o setor de Facundo Torres e Piquerez tem a ver com o esquema com o qual o Palmeiras ataca. No 4-2-4 do Alviverde, do lado direito, Mayke, Giay e Estêvão fizeram o mesmo.
A saída de Roque da área também tem a ver com a maneira como as equipes se defendem diante do Palmeiras. Todos os adversários ampliam a última linha para cinco ou seis homens, obrigando os centroavantes a deixar as áreas e ir para as faixas laterais.
O problema é que Vitor Roque não está conseguindo sair para as tabelas a tempo de retornar para ser referência na área, na hora de concluir. Tampouco o Palmeiras tem conseguindo proporcionar com frequência a entrada dos meias na área.
Contra o Flamengo, o camisa 9, em 65 minutos, não conseguiu dar um só chute dentre os 13 que time fez a gol.
Às vezes é melhor ter Flaco López no ataque do Palmeiras?

O desempenho irregular de Vitor Roque por mais uma rodada volta a levantar a questão: em alguns jogos, não é o caso de Flaco López começar jogando?
Por mais contraditório que possa parecer, talvez ter menos movimentação e mais posicionamento estático dentro da área seja uma saída.
Contra o Flamengo, em 33 minutos, Flaco concluiu duas vezes a gol. No ano, o argentino soma oito gols em 27 jogos. Já Vitor tem três em 19 partidas.



