Reforços à parte, Abel Ferreira não tem motivo para mexer no Palmeiras
Alviverde joga bem, e fica difícil imaginar quem poderá deixar o time para a entrada dos novos jogadores
Foi difícil apontar um jogador para se destacar na vitória do Palmeiras por 3 a 1 sobre o Atlético-GO, na noite desta quinta-feira (11), no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro.
Weverton foi excelente sempre que necessário. Mayke atacou e defendeu com a mesma qualidade. Moreno não parou de correr um minuto. Gabriel Menino foi fundamental para o terceiro gol. Veiga lembrou seus melhores momentos. E Estêvão… já está até ficando chato falar sempre bem do camisa 41.
Na noite em que o Palmeiras apresentou seu novo camisa 9, Felipe Ânderson, à torcida, ficou mais uma vez bem claro que Abel encontrou a fórmula da vitória em 2024.
Sabendo que, além de Ríos, na final Copa América, o técnico já vai poder escalar Felipe, Giay e Maurício na próxima rodada, é difícil imaginar o que será feito — sem contar que Zé Rafael e Murilo, lesionados, também tem lugares a conquistar nessa equipe.
E a verdade é que, hoje, o técnico não tem mmotivo para mexer no time.
Lançamento espetacular de Gustavo Gomez e toda a categoria de Flaco Lopez pra abrir o placar
Foi o gol de numero 500 do Palmeiras sob o comando de Abel Ferreira! pic.twitter.com/XSoC9LE2LY
— Sem Clubismo (@SemClubismo_FC) July 11, 2024
Dois gols e uma parede
O Palmeiras terminou o primeiro tempo empatando por 1 a 1 e com dificuldade de entrar na área do Atlético-GO. Mas o segundo tempo não tinha nem sete minutos, e o Palmeiras já vencia por 3 a 1.
Foi uma noite impecável do Verdão. Quer dizer, para ser justo, houve um erro, de Vitor Reis, já aos 45 do segundo tempo. O jovem zagueiro perdeu a bola para Max no meio-campo, que avançou sozinho, mas se jogou na área, frente a frente com Weverton.
No lance do gol do Atlético-GO, também não houve erro. Porque Shaylon acertou o ângulo do goleiro alviverde da entrada da área, sem chance, aos 7. Dois minutos depois de o Palmeiras abrir o placar com Flaco López.
O primeiro gol do jogo foi do argentino, mas vale o destaque para o lançamento do paraguaio Gustavo Gómez. Um pouco para frente do círculo central, o camisa 15 mandou rasante para a área, por cima da zaga. Flaco dominou de direita e bateu de esquerda, na saída do goleiro: 1 a 0.
O empate era bom para o Atlético-GO, e Vagner Mancini, embora ainda tivesse mais de 80 minutos pela frente, já decidiu ali que o jogo do Dragão seria compactar as duas últimas linhas — com cinco jogadores na última, formando uma parede.
Estêvão e Rony até tiveram boas chances frente a frente com o goleiro, mas perderam. E, desse modo, o Atlético segurou o 1 a 1 na primeira etapa.
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Sete minutos para desmontar
Se Mancini já estava feliz com o resultado, Abel e o Palmeiras não estavam. E Estevão precisou de dois lances para mudar essa história.
Aos 5, ele entrou driblando pela direita, trouxe para o meio e viu Veiga no meio da área. O camisa 23 dominou, girou e bateu, um pouco para cima da marca do pênalti, para desempatar o jogo.
Dois minutos depois, Gabriel Menino roubou no meio-campo, Rony recolheu o rebote e lançou Estêvão na entrada da área. O garoto entrou driblando e bateu em cima do goleiro Ronaldo. No bate e rebate, a bola tocou em Alix, que anotou o 3 a 1 para o Alviverde, contra, aos 7.
Em tese, o Palmeiras ainda tinha que segurar o Atlético por mais 38 minutos fora os acréscimos. Mas todas as 26 mil e tantas pessoas presentes no Allianz Parque sabiam que o jogo tinha acabado ali.
A pedidos da torcida, Dudu entrou aos 22 e foi bem. Aos 37, ele saiu frente a frente com Ronaldo, que buscou a bola no seu pé. Luighi também entrou e fez seu segundo jogo como profissional, com direito a uma cabeçada perigosa, aos 40.
E até Caio Paulista, aos 45, fez uma jogadaça pela direita, batendo forte de fora da área. Mas o 3 a 1 se manteria até o fim.



