Prejuízo é total: Mais do que o jogo, Palmeiras perde Estêvão diante do Vitória
Alviverde entrou com só um titular para encarar a equipe de Salvador: Estêvão, que saiu de campo carregado
Para dar uma ideia da dimensão da derrota do Palmeiras, no pré-jogo de sua transmissão, uma webradio do Vitória, posicionado ao lado da Trivela no Allianz Parque, cravou, ao microfone:
— 0 a 0 é vitória. 1 a 0 é goleada.
O que seria o 2 a 0 deste sábado (27), então?
Palmeiras perde pela 1ª vez no ano no Allianz no ano
O clima no Allianz Parque não era tão tenso quanto neste sábado (27) desde 19 de outubro do ano passado — ou há 20 jogos, para traduzir em partidas.
Naquele dia, contra o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras perdia pela última vez (2 a 0). Até a inesperada derrota desta rodada.
O resultado é terrível, e pouco importa que o Palmeiras tenha entrado com reservas. Em especial porque o único titular que enfrentou a equipe baiana saiu do campo na maca, aos 19 do 2º tempo. E ele era ninguém menos que Estêvão.
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Fora do confronto com o Flamengo?
Recuperado de torções de joelho e tornozelo esquerdo, o jogador saiu sem conseguir colocar a perna esquerda no chão, novamente com dores no mesmo tornozelo. Diante da cena, sua participação contra o Flamengo, na próxima quarta-feira (31), na ida das oitavas da Copa do Brasil é muito incerta.
Agora que o jogo está concluído, fica difícil entender porque Estêvão começou jogando, se praticamente todos os jogadores que vão encarar o Rubro-Negro foram poupados. Sim, era importante readquirir ritmo. Mas não ao preço que o time acabou pagando.
A derrota para o Vitória foi a terceira do Palmeiras nos últimos quatro jogos, a segunda para um time que luta contra o rebaixamento — perdeu para o Fluminese na quarta-feira (0 a 2) e para o Botafogo (0 a 1), uma semana antes.
Reforços do Palmeiras deixam impressão dúbia — exceto Felipe Ânderson
Ávido por conhecer melhor seus reforços, o palmeirense se animou ao ver Giay e Maurício titulares. Sentimento que deve ter sido oposto no fim do jogo.
O argentino, por exemplo, foi driblado com muita facilidade, aos 7 do 2º tempo, no lance que originou o primeiro gol do Vitória. O veterano nem fez muito esforço, apenas cortou de fora para dentro, do bico da área, para bater com o pé direito.
O meia-atacante até deu lampejos de bom futebol na primeira etapa. Mas, na segunda etapa, com o time pressionado para conseguir o empate, ele se perdeu, atuando como meia-armador. Com a boa entrada de Felipe Ânderson, ele acabou ficando encaixotado, entre Dudu e o próprio Felipe.
A medida do mau desempenho de Maurício pode ser dada pela falta de criação. O Palmeiras viveu o jogo inteiro de bolas cruzadas, construídas quase sempre na inversão da bola de um lado para o outro, passando por cima do meio — ou vinda dos zagueiros.
Abel Ferreira tem a regra de só pensar nas derrotas por 24 horas. Talvez fosse o caso de ele e os jogadores quebrarem esse protocolo desta vez. Porque não faltam coisas erradas para o Palmeiras pensar em nunca mais fazer.



