Brasileirão Série A

Gol de Gómez contra o Flamengo é mais importante para o Palmeiras do que parece

Alviverde perde por 3 a 2 no Maracanã, mas mostra luta até o fim e psicológico inabalado

Mais uma vez, o Palmeiras saiu de campo derrotado contra o Flamengo, pelo Brasileirão. O 2 a 3 foi finalizado com um gol de Gustavo Gómez, aos 49 da segunda etapa.

O tento anotado pelo “Capitán” não muda a derrota em jogo tenso entre os líderes do torneio. Mas não deixa de ser um bom presságio. O Palmeiras caiu focado em conseguir reverter o resultado, manteve a pegada até o fim. E dá mostras de que perda de ânimo por conta do resultado não é algo com que o torcedor tenha que se preocupar.

O Palmeiras perdeu com erros individuais bem destacáveis: de Bruno Fuchs e Khellven, no 0 a 1, e de Aníbal Moreno, no 1 a 3. Já no segundo gol carioca, é possível atribuir a principal culpa, mas não toda, à arbitragem.

Faltas eram marcáveis, mas não incontestáveis

Wilton Pereira Sampaio e o VAR não anotaram uma gravata de Danilo em Vitor Roque, no início do lance que culminaria em pênalti de Fuchs. O zagueiro do Palmeiras recebeu também empurrão de Pedro, antes de pisar no tornozelo do 9 rubro-negro. Jorginho converteu.

Mas os lances não foram taxativos. Daria para marcar, daria para não marcar, como acabou acontecendo. Erros à parte, não há como não se destacar a inocência de Fuchs, que preferiu pedir falta, em vez de se levantar e bloquear Pedro com rapidez.

A constatação quanto à natureza individualizada da derrota é uma notícia agridoce. Positiva porque não enseja nenhuma necessidade de mudança na filosofia de jogo, dado que o time se portou bem coletivamente. Mas seria mais preocupante, pelo risco de minar a confiança e derrubar o moral, não fosse o gol de Gómez.

O zagueiro também foi protagonista de um pênalti não dado de Jorginho, que o empurra com as duas mãos em cobrança de escanteio, quando ainda estava 0 a 0.

O Palmeiras segue na ponta do campeonato, com uma vitória a mais que os cariocas, com os mesmos 61 pontos. E manter o foco do elenco, a afinação com a torcida e a união irrestrita de campo e arquibancada será o maior desafio alviverde nas próximas semanas. É nesse sentido que o gol de Gustavo Gómez, nos acréscimos, aparece como um bom presságio.

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Flamengo marcou toda vez que atacou na etapa inicial

O Palmeiras mandava no jogo, aos 10 do 1º tempo, quando Rossi fez ligação direta para Pedro girar sobre Fuchs e lançar Arrascaeta pelo meio do campo. O uruguaio bateu na saída de Carlos Miguel e fez 1 a 0.

O time de Abel Ferreira buscou o empate, aos 24, com cruzamento ótimo de Khellven para Vitor Roque. E a sensação era de que o time tinha forças para buscar logo a virada.

O Palmeiras ainda era superior quando, aos 38, Fuchs fez pênalti em Pedro, que Jorginho transformou em gol, aos 42. E seguia melhor, aos 45, quando Pedro roubou de Aníbal Moreno e fez o terceiro.

Palmeiras não se entregou, e deixou o campo com gosto menos amargo

Embora tenha jogado melhor também na segunda etapa, o Palmeiras não encontrou brecha para buscar o empate, muito menos a virada.

Mas aí, uma parte grande da conta pode ser atribuída à qualidade do Flamengo e ao peso de um Maracanã lotado e pulsante — embora a torcida verde tenha se mostrado bem audível ao longo da partida.

O gol de Gómez saiu já no abafa, mas o time de Abel Ferrreira foi bem na segunda etapa. Faltou aquele algo a mais, ou aquele algo a menos do adversário. Apesar de dolorosa, a derrota não deve gerar muitos danos na Academia de Futebol.

Após o apito final, o auxiliar João Martins e o lateral Piquerez foram expulsos, ao reclamar com Wilton Pereira Sampaio. Gómez, à GeTV, acusou o árbitro de ofendê-lo com o microfone conectado ao VAR tapado.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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