Brasileirão Série A

Fala de Abel sobre Flaco explica e corrobora punições no Palmeiras sub-17

Técnico do Palmeiras falou da importância de seu trabalho na formação de jogadores

O Palmeiras deu um espetáculo na vitória por 5 a 1 sobre o Red Bull Bragantino na quarta-feira (15), no Allianz Parque. E, embora tenha jogado na terça-feira (14), formando o ataque da Argentina com Lionel Messi, Flaco López não apenas jogou, mas também fez um dos tentos da goleada.

Abel Ferreira, que sempre defendeu o jogador argentino, mostrava-se muito orgulhoso na entrevista coletiva após o jogo. E elogiou o trabalho do clube, e o seu, na formação de jogadores:

— É um sentimento de orgulho de todos. Do treinador, dos jogadores que treinam com ele, porque quando um jogador vai representar a seleção, leva um pouco de cada um de nós. Gosto de ver os meus jogadores irem às seleções, mas não gosto porque fico sem eles para trabalhar. Outras equipes não tiveram jogadores chamados, nós tivemos uma boa parte — disse ele, alfinetando o Flamengo.

— Fui professor do Flaco, do Aníbal, do Endrick, do Estêvão, do Luis Guilherme, do Vitor Reis. Esse é meu papel e eu costumo dizer isso aos jogadores. Se os atletas que estiverem comigo chegarem ao final do ano e não aprenderem nada, eu não estou aqui a fazer nada. Essa é minha missão enquanto treinador, ajudar os mais jovens a serem melhores jogadores e melhores homens — completou.

Punição ao time sub-17 se explica na fala de Abel

A fala de Abel se conecta com o principal assunto de bastidores do clube na semana, além da especulação quanto à possível chegada de Gerson, ex-Flamengo. Na terça-feira (14), a diretoria decidiu por uma punição coletiva ao elenco e à comissão técnica do time sub-17.

A Trivela apurou que a punição foi a maneira encontrada de administrar o ego dos jogadores, que ainda estão, em termos de idade, a dois degraus do profissionalismo.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, João Paulo Sampaio, coordenador da base, optou pela suspensão coletiva de todos os jogadores das competições para tentar dar um choque de realidade nos atletas.

Na avaliação do clube, embora muito talentosa — e talvez até por isso –, a equipe não conseguiu criar uma unidade a ponto de formar um coletivo forte, deixando que vaidades e interesses individuais se sobrepusessem ao coletivo. Em outras palavras: no sub-17, está faltando “Todos somos um”.

O time sub-17 seguirá treinando em Guarulhos, no CT da base. Enquanto isso, a equipe sub-16 vai representar o clube nos campeonatos da categoria, até segunda ordem.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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