Entenda por que Pablo Maia virou quase insubstituível para Dorival no São Paulo
Pablo Maia foi desfalque na goleada sofrida para o Palmeiras, mas volta a ficar à disposição contra o Athletico
Dorival Júnior costuma evitar análises individuais em suas entrevistas pelo São Paulo. Seja para o bem ou para o mal. Nas poucas vezes em que ele se refere a um atleta específico, ele acaba mencionando outros nomes que vivem situações semelhantes no elenco. Mas o treinador abriu uma exceção ao dizer que Pablo Maia é o jogador mais difícil de substituir no Tricolor em 2023.
Foi minutos após a goleada vexatória por 5 a 0 para o Palmeiras, em sua entrevista coletiva na última quarta-feira (25), pelo Brasileirão. Suspenso, Pablo sequer esteve com o elenco no Allianz Parque. Mas viu seu nome ser pauta justamente pela ausência no Choque-Rei.
Por que Pablo Maia é quase insubstituível?
Dorival sustenta seu argumento sobre o volante em dois pilares. O primeiro deles é a característica. Na análise do técnico, não há outro atleta da posição com estilo de jogo semelhante ao de Pablo. O meio-campista é um “camisa 5” de intensidade e alto poder de marcação para proteger a área, mas que também se soma ao ataque com velocidade e finalizações de longa e média distância. O bom momento vivido pelo atleta também pesa na avaliação do treinador.
“Como característica, sim, o Pablo é o mais difícil de substituir. E pela desenvoltura que vem tendo, ainda mais”. (Dorival Júnior)
Os números dão razão a Dorival. Pablo Maia atuou em 49 jogos nesta temporada. O aproveitamento do São Paulo com ele em campo é de 57,8%. E a equipe cai de rendimento quando o volante não atua. Nas 14 partidas sem ele em 2023, o aproveitamento despenca para 48,7%.
São Paulo em 2023:
- Com Pablo Maia: 49 jogos
25 vitórias
10 empates
14 derrotas
72 gols feitos
40 gols sofridos
57,8% de aproveitamento - Sem Pablo Maia: 13 jogos
5 vitórias
4 empates
4 derrotas
14 gols feitos
14 gols sofridos
48,7% de aproveitamento
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As outras opções de Dorival:
Hoje, Luan é o jogador que mais se assemelha a Pablo no elenco. Mas muito mais pelas características defensivas. As alternativas restantes são Gabriel Neves e Jhegson Méndez, volantes de menor poder de marcação e que se destacam por dar sustentação ao meio-campo e pelo bom passe para iniciar as jogadas. O uruguaio, especialmente, tem ainda a visão de jogo como arma.
Contra o Palmeiras, Dorival não contava com Luan, em recuperação de dores musculares. Gabriel Neves foi o escolhido para substituir Pablo Maia, por ser normalmente a sua primeira opção no banco de reservas. Jhegson é visto como um volante de características semelhantes, mas que está atrás na hierarquia da posição.
Neves atuou por exatos 36 minutos antes de ser substituído por Rodrigo Nestor ainda na primeira etapa, quando o clássico estava 2 a 0. Na coletiva, o treinador saiu em defesa do uruguaio e lembrou que o volante foi o titular na vitória por 2 a 1 sobre o mesmo Palmeiras, naquele mesmo Allianz Parque, pela Copa do Brasil.
– Qual volante eu tenho de imediato? O Gabriel. Eu seria extremamente injusto se não o colocasse para jogar. Aqui mesmo, ele fez uma partida fantástica, sustentando o nosso meio-campo e dando iniciação nas saídas de bola. Qual seria a outra opção que teria? O Méndez que tem mais ou menos as mesmas características que o Gabriel. Quando se perde um jogador como o Pablo, eu tenho que fazer opção. Se o erro ou a escolha de um nome interferiu em todo rendimento, uma coisa está errada. Gabriel foi envolvido pelo momento, não pode ser responsabilizado por essa atuação que tivemos – disse Dorival.
Menos mal para o treinador, que ele não precisará quebrar a cabeça para armar a equipe no próximo fim de semana. Após cumprir suspensão, Pablo Maia voltará a ser titular neste domingo (29), às 16h (horário de Brasília), quando o São Paulo enfrenta o Athletico na Arena da Baixada, pela 30ª rodada do Brasileirão. Luan está recuperado de lesão e deve ser alternativa no banco, assim como Arboleda.



