Campeonato Brasileiro

O São Paulo não se dá bem no Allianz Parque: com objetividade, Palmeiras passeia e vence por 3 a 0

O São Paulo não se dá bem no Allianz Parque. Em oito duelos, o máximo que havia conseguido era o empate na semifinal do Campeonato Paulista, que valeu passagem à final nos pênaltis. Nenhum dos dois times chegou ao clássico desta quarta-feira em uma fase particularmente boa, mas o São Paulo não se dá bem no Allianz Parque. O Palmeiras foi um rolo compressor no contra-ataque e ganhou por 3 a 0, placar módico diante do volume de chances que criou.

[foo_related_posts]

Curiosamente, Mano está tentando fazer um time que trabalha melhor a bola, enquanto Fernando Diniz busca um equilíbrio defensivo maior, mas o que entrou em campo foi a memória muscular. Este Palmeiras foi modelado por Luiz Felipe Scolari para jogar com objetividade e velocidade nos espaços deixados pelo adversário, e o São Paulo, com uma imensa posse de bola estéril, deixou muitos espaços.

O que melhor ilustra esse encaixe foi o primeiro tempo. Vamos falar um pouco de matemática. O São Paulo teve 63% de posse de bola no período e não finalizou corretamente nenhuma vez. Os donos da casa ficaram com 37%, portanto, o que representa 17 minutos de uma etapa de futebol, e conseguiram chutar 13 vezes, sendo seis bolas no alvo, equivalente ao primeiro tempo dos últimos quatro jogos alviverdes, contra Avaí (2), Athletico Paranaense (1), Chapecoense (2) e Botafogo (2).

Mais impressionante ainda é que dez desses 13 chutes foram de dentro da área. Em dois lances, no gol e na bola na trave do Dudu, houve duas finalizações seguidas. Vamos, portanto, trabalhar com oito: a cada dois minutos em que teve a bola no primeiro tempo, o Palmeiras chegou à área do São Paulo e conseguiu finalizar. Resolveu as jogadas muito rapidamente.

O placar foi aberto em uma bobeada de Arboleda, que permitiu que Deyverson batesse sua carteira. Volpi fez a defesa do chute do atacante palmeirense, mas Bruno Henrique aparece para pegar o rebote de cabeça. Dudu estava inspirado na etapa inicial, e levou perigo com dois chutes de fora da área, um que tirou tinta da trave e outro bem defendido por Volpi.

Aos 42 minutos do segundo tempo, Dudu cobrou escanteio, e Felipe Melo cabeceou para fazer 2 a 0. O craque do Palmeiras ainda acertou uma bola na trave com a perna esquerda, depois de arrancar e entrar na área. O rebote voltou para ele, mas não deu tempo de fazer o gesto correto.

O São Paulo voltou um pouco mais organizado para o segundo tempo e começava a encurralar o Palmeiras, mas o contra-ataque foi fatal. Zé Rafael carregou e soltou na hora certa para deixar Gustavo Scarpa livre na entrada da área. Bastou dar alguns passos e tocar na saída de Tiago Volpi para fazer 3 a 0, aos 12 minutos do segundo tempo, efetivamente matando o jogo.

O Palmeiras ainda teve chances de ampliar o placar, na mesma dinâmica: roubando a bola e esticando na velocidade. Deyverson teve uma cabeçada ruim, Willian mandou para fora e Dudu parou em Volpi. Enquanto isso, os visitantes continuaram tentando o milagre que nunca veio.

Porque, afinal, o São Paulo não se dá bem no Allianz Parque.

 

Standings provided by Sofascore LiveScore

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo