O Brasileirão viveu um domingo incendiário, botando fogo em suas duas disputas paralelas

Cada vez mais, o Campeonato Brasileiro entra em um momento de definição. E a rodada deste domingo teve aquele jeito de várias decisões acontecendo ao mesmo tempo. Foram diversos jogos repletos de emoção, de polêmicas, de gols ou de qualquer elemento capaz de injetar adrenalina na veia. Resultado? A loucura tomou conta das disputas paralelas que ocorrem na competição. Se a corrida pelo título é letárgica, com o Corinthians tropeçando e ninguém mais aproveitando, a Libertadores e o Z-4 demarcam duas trincheiras na tabela. Do segundo ao sétimo colocado, há uma briga de foice pelas vagas diretas na fase de grupos da competição continental – e, quem sabe, por uma hipotética aproximação aos corintianos. Daí para baixo, restam apenas almas sofredoras tentando fugir da condenação do rebaixamento.
O dia começou com um São Paulo e Corinthians que lotou o Morumbi, em partida superior dos tricolores, mas com empate que não os agradou. E o tropeço jogou os são-paulinos para baixo, diante da enxurrada de acontecimentos na tarde/noite do Brasileirão. O Palmeiras buscou uma ótima vitória no Rio de Janeiro contra o Fluminense, graças ao golaço de Egídio. O Botafogo protagonizou um épico no Alto da Glória, ao virar o placar contra o Coritiba, ver Gatito Fernández pegar mais um pênalti e arrancar a vitória por 3 a 2 graças ao tento de João Paulo, aos 39 do segundo tempo. O Cruzeiro emendou a quinta partida de invencibilidade ao bater o Atlético Goianiense. Já a Chapecoense tirou o coelho da cartola com o chutaço de Lucas Marques, superando a Ponte Preta na Arena Condá.
Por fim, mais dois jogos que foram gasolina pura no fechamento do dia. O Vitória, mais uma vez, causou o pesadelo fora de casa. Em partidaça de Tréllez, os rubro-negros foram fatais nos contra-ataques e ampliaram a penúria do Atlético Mineiro em Belo Horizonte, com triunfo por 3 a 1. Logo após a derrota, Rogério Micale se tornou o segundo técnico demitido pelo Galo no ano. E a Fonte Nova teve que esperar até os 52 do segundo tempo para explodir na comemoração pelo feito do Bahia, batendo o Grêmio por 1 a 0. Rodrigão teve uma frieza incomparável ao vencer Paulo Victor em um momento de tamanha pressão, cobrando o pênalti decisivo. Contudo, a marcação controversa do árbitro causou muita insatisfação entre os gaúcho – embora os baianos também se queixassem de outra penalidade que o homem do apito deixou passar.
Fato é que, com discussão ou não, os pontos estão computados. Na briga pelo G-6, três clubes estão claramente embalados. Palmeiras, Cruzeiro e Botafogo vêm de boas sequências recentes, demarcando território nesta rodada. O Santos assumiu a segunda colocação, após o tropeço do Grêmio, mas ainda se preocupa um pouco em aparar arestas recentes após a decepção na Libertadores. Já o Flamengo acabou de fora do bolo, ao apenas empatar em casa contra o Avaí, em partida na qual Reinaldo Rueda poupou parte dos titulares. Apenas cinco pontos separam os santistas, na vice-liderança, dos flamenguistas, em sétimo.
Já na corrida contra o Z-4, a roleta russa gira. Atlético Paranaense, um pouco mais acima, e o lanterna Atlético Goianiense são os únicos que ocupam posições distintas. De resto, todos os outros clubes arrancam os cabelos. O melhor exemplo de que a situação pode melhorar em um estalo é a Chapecoense. Duas vitórias consecutivas bastaram para jogar os alviverdes da zona de rebaixamento à nona colocação. O sonho de qualquer um em tais condições é realmente emendar uma sequência salvadora. Vitória e Avaí até esboçam isso. Mas as oscilações não permitem ninguém cravar qualquer coisa.
Que o marasmo no topo da tabela seja inegável, as partidas decisivas acontecem sucessivamente para o restante das posições. Nesta segunda, Sport e Vasco fazem mais uma.




