O se despediu, definitivamente, de suas mínimas chances de título no Campeonato Brasileiro. Ficava difícil de acreditar nos tricolores, com sua enorme derrocada durante a reta final do segundo turno. Mesmo assim, existia uma probabilidade bem pequena à reviravolta e, para isso, os são-paulinos precisavam vencer o clássico contra o no Morumbi. Não aconteceu. Numa partida paupérrima, especialmente no primeiro tempo, o São Paulo até abriu o placar, mas cedeu o empate por 1 a 1 nos acréscimos do segundo tempo. Os palmeirenses, que ainda tinham motivos para se queixar da arbitragem, ao menos tiveram o gosto de sepultar as esperanças dos rivais.

Durante o primeiro tempo, o principal destaque na transmissão era a presença de Hernán Crespo nas tribunas do Morumbi. De resto, pouca coisa interessante aconteceu em campo. O São Paulo precisaria trocar o lesionado Gonzalo Carneiro por Pablo logo aos nove minutos do primeiro tempo, mas a verdade é que os ataques pouco apareceram na etapa inicial. Era um clássico bastante travado e com raríssimos lances de criatividade. A melhor chance nos primeiros minutos aconteceu aos 15, quando Luiz Adriano foi puxado na área e a arbitragem não marcou o pênalti.

O São Paulo chegou a ter momentos com mais posse de bola na metade inicial do primeiro tempo. Trabalhava no meio-campo, mas tinha dificuldades para acionar seus atacantes e errava demais o passe final. O Palmeiras ficou um pouco mais no controle com o passar dos minutos e conseguiu arriscar um pouco mais, mas passava longe da atuação mais inspirada e não assustou muito Tiago Volpi. Nos acréscimos, Igor Gomes ainda teria uma boa chance para os tricolores, mas isolou o chute dentro da área.

As duas equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo e sem uma grande mudança de postura. Ao menos, uma finalização ou outra acontecia, mesmo que as chances de gol não fossem tão grandes. Seguia difícil para os dois times apresentarem algo diferente. Volpi faria a primeira defesa, tranquila, em tentativa de Felipe Melo. Tchê Tchê bateria para fora pouco depois, antes de Patrick de Paula errar o alvo de cabeça. O marasmo prevalecia no Morumbi, até que o lance capital acontecesse aos 25 minutos.

Num cruzamento de Toró, a bola bateu na mão de Mayke e o árbitro Leandro Pedro Vuaden anotou o pênalti, após revisão. Luciano assumiu a cobrança e converteu, chegando à artilharia compartilhada do Brasileirão, com 17 gols. A partir de então, enfim, o clássico esquentaria. Os dois times buscariam mais o ataque e se abririam às possibilidades. Luciano chegaria a tentar o segundo, mas parou em boa defesa de Weverton. Enquanto isso, Abel Ferreira chamava a atenção na beira de campo pela incessante reclamação da arbitragem.

O Palmeiras ganharia as entradas de Gustavo Scarpa e Lucas Lima na reta final. Os alviverdes tomaram a iniciativa e passaram a empurrar o São Paulo no campo de defesa, com os tricolores tentando defender seu resultado. A pressão se seguia, com os alviverdes procurando as inversões e tentando acelerar um pouco mais no ataque. Até que o empate saísse já nos acréscimos. Scarpa acionou Rony na esquerda. O atacante deu um corte em Juanfran e bateu sem muita qualidade, mas a bola desviou em Luan e tirou Volpi da jogada. No fim, os palmeirenses ainda insistiram na virada, sem sucesso.

O São Paulo até sobe para a terceira colocação, com 63 pontos, mas não pode mais alcançar Flamengo ou Internacional no topo da tabela. A preocupação dos tricolores é assegurar mesmo o lugar no G-4 e a vaga direta na Copa Libertadores, com o Fluminense ainda com chances, três pontos atrás. Já o Palmeiras, mais interessado na final da Copa do Brasil, é o sexto na tabela e acumula 57 pontos.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore