Campeonato Brasileiro

Na volta de Abel após a perda de seu filho, Ilha do Retiro aplaude de pé o treinador do Flu

No último sábado, Abel Braga perdeu seu filho mais novo. João Pedro, de 18 anos, faleceu ao cair de uma janela panorâmica do apartamento onde a família vive, no Leblon. Desde então, diversas mensagens de apoio foram endereçadas ao treinador. Vários clubes usaram suas redes sociais para oferecer condolências ao comandante, em mensagens que se espalharam também entre os colegas de profissão. A rodada do Campeonato Brasileiro no final de semana respeitou um minuto de silêncio ao jovem. Já os torcedores do Fluminense foram à sede do clube manifestar seu apoio e criaram uma música em homenagem ao técnico.

Nesta quarta, Abel Braga voltou a disputar uma partida com o Fluminense, depois do adiamento do jogo contra a Ponte Preta. Esteve à beira do campo para comandar os tricolores contra o Sport, na Ilha do Retiro. E os rubro-negros ofereceram um dos mais belos gestos de alento ao treinador: aplaudiram o adversário em pé, levando Abel às lágrimas. Depois, o técnico ainda recebeu o abraço de Vanderlei Luxemburgo e participou do hino nacional, antes que o minuto de silêncio fosse respeitado. Daquelas cenas que mostram como a empatia e o caráter humano são primordiais. Como o futebol tem uma força imensurável.

“Vim tentar mostrar para as pessoas que não podemos perder para a vida. Temos que aproveitar. A gente cai muito e levanta sempre. Essa homenagem, como tantas outras, tem me feito ter essa força que nem eu sei de onde tiro. É principalmente pela solidariedade. Essa é a palavra. Assim a gente vai. Não esperava isso. A homenagem da torcida do Sport me marcou”, afirmou Abel, antes do início da partida. Nos dois primeiros gols do Flu na noite, os jogadores foram abraçar seu treinador.

* A partida seguia em andamento quando esta nota foi publicada.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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