Mano Menezes não vê problema de gestão e fala que bicho para ganhar do Corinthians era grande
Treinador corintiano, Mano Menezes falou sobre finais de ciclo na equipe e uso prematuro dos garotos durante e ano

A derrota para o Internacional neste sábado (2), por 2 a 1, foi a terceira derrota seguida do Corinthians em casa. Mas a desta noite foi um “adeus” melancólico do time diante a sua torcida na Neo Química Arena. Apesar do clima de despedida e nostalgia que também envolveu a despedida do Fábio Santos, dentro do campo e nos 90 minutos as coisas foram muito abaixo do que se esperava, já que o time vinha de uma boa vitória fora de casa, diante do Vasco, em São Januário.
Em entrevista coletiva, o treinador Mano Menezes reconheceu que o meio-campo não funcionou na partida e que diferente do adversário, o Corinthians precisou jogar na superação:
– Foi um jogo parelho, os números do jogo comprovam isso. O Inter foi mais lúcido, e nós mais na superação, no ímpeto e vontade quando conseguimos ter. Sofremos um pouco na frente para chegar organizado. Tivemos volume, roubamos bolas, mas foi insuficiente para criar mais oportunidades claras – disse o treinador.
Bicho triplo para o Internacional
– A gente tem notícia que o bicho do lado de lá (Inter) era triplo para ganhar da gente neste noite.
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Opção por utilizar os garotos nas mudanças feitas no jogo
O treinador corintiano fez cinco trocas no jogo. Em todas, optou por colocar jogadores mais jovens do plantel. Mano falou sobre os erros nas tomadas de decisões dos garotos e a forma precoce como eles precisaram ser utilizados:
— Hoje, em um momento crucial, só colocamos jogadores com menos de 20 anos. E não é fácil entrar nessa hora. Você vê quem entra do outro lado, como tem um equilíbrio maior. Às vezes o jovem toma a decisão errada, é normal nessa idade. O Corinthians teve que apressar o uso desses jogadores em número bastante grande, e nessa hora precisamos buscar um equilíbrio na construção do elenco, na parte física, mental, de maturação, experiência em jogos importantes como o de hoje. Isso é mais importante do que tudo – concluiu o técnico alvinegro.
Fim de ciclo no Corinthians
– O Corinthians está encerrando um ciclo, me parece bem claro isso. E chegou assim. Às vezes você avalia no começo da temporada, as coisas não andam bem, perde-se a confiança e sem ela é difícil alguém ser o diferencial. A confiança faz parte do jogador como parte individual do coletivo da equipe.
Problemas físicos do elenco
– A gente organiza taticamente para minimizar as dificuldades que podemos ter fisicamente. Uma equipe mais organizada sofre menos, mas não tem jeito: em alguns momentos a disputa passa a ser intransferível, no um contra um, e temos que vencer mais vezes esses duelos. Não acho que o problema foi físico neste jogo.
Despedida de Fábio Santos
– A trajetória do Fábio no Corinthians é extremamente significativa e vencedora, e não só aqui. É exemplo aos outros jogadores pela dedicação e trabalho. Foi um dia muito emocionante para ele e a família, a gente fez parte deste dia. Certamente, na hora das reposições, tem que levar isso em consideração também. Esses jogadores fazem falta em momentos importantes, nas dificuldades do jogo, entender as dificuldades do time, como manter resultados, e eles ajudam neste aspecto. É importante considerar isso na escolha [das contratações]. Não precisa exatamente ser da mesma posição, mas precisa ter jogadores com essa liderança, sim.



