Brasileirão Série A

João Basso revela que forçou saída do Arouca para assinar com o Santos

Zagueiro de 26 anos foi comprado pelo Peixe por R$ 13 milhões e pode estrear no sábado (5)

Comprado do Arouca, de Portugal, por 2,5 milhões de euros (R$ 13 milhões na cotação do dia), o zagueiro João Basso foi apresentado na tarde desta quinta-feira (3) como novo reforço do Santos. Se dizendo realizado por ter a sua primeira oportunidade em um grande clube do futebol brasileiro, o defensor de 26 anos afirmou que forçou a saída do ex-clube para assinar com o Peixe.

Basso foi revelado pelo Paraná, mas se transferiu muito cedo para Portugal. Depois de seis temporadas na Europa, ele explicou que mesmo tendo a possibilidade de disputar uma competição internacional como a Conference League, não havia como recusar o Santos.

– Simples de responder o motivo que me fez escolher o Santos. Basta olhar para esse emblema e a história desse clube. O Santos é uma equipe que não se recusa. Quando houve a possibilidade de vir, forcei, pedi e mostrei para o Arouca que a minha vontade era vir. Recebi outras propostas, mas coloquei o Santos em primeiro lugar, porque não se recusa ao Santos. Foi por isso que vim para cá -, disse o defensor.

Contratado para fortalecer o frágil sistema defensivo do Santos, Basso já avisou que não é o salvador da pátria, tampouco chega para resolver algo sozinho. Segundo ele, com cada atleta cumprindo a sua função, o Peixe vai se reencontrar com uma sequência de vitórias.

– Não vou resolver nada sozinho. Aliás, ninguém vai resolver nada sozinho no Santos. Se fosse para resolver sozinho eu teria assinado com a equipe de tênis do Santos. Mas não. Vim para ajudar no futebol. Quero que o Santos jogue bem. Vim para participar da equipe. Com cada um dentro da sua função. Isso vai fazer com que o Santos jogue bem, conquiste os seus objetivos e os três pontos de cada partida.

Sobre o que mais falou Basso:

  • Pode estrear no sábado, contra o Athletico-PR?
  • Por que não foi para um grande Portugal
  • Quais são as principais características
  • Por que escolheu o número 2

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Pronto para atuar contra o Furacão?

Em relação a estreia, já estou inscrito. Posso ir para o jogo, mas isso fica a cargo do Turra. Se ele achar que estou preparado, vou estar à disposição. Seja em campo ou no banco de reservas passando confiança aos companheiros. Tenho treinado e me adaptado bem. Esse foi um grupo que me acolheu muito bem. Uma comissão técnica que fez essa adaptação ser mais rápida.

Por que não foi para Porto, Benfica ou Sporting?

– São coisas que não competem a mim. Tenho que treinar, jogar e me dedicar. Por que não fui para outros clubes, não posso dizer. Os números mostram que fiz um ano maravilhoso. Fui eleito o zagueiro do mês em março do ano passado e quem conhece o futebol português sabe o quanto isso é difícil quando você não está em um dos três grandes do país. Terminamos em quinto lugar. O que cabia a mim, eu fiz. Fora isso, não tenho o que falar.

Principais características de Basso?

– Me vejo como um jogador com boa leitura, liderança, que gosta de falar, orientar e ajudar bastante. Foi por isso que vim pra cá. A forma que posso contribuir com o Santos neste início é assim. As conversas dentro do campo fazem a gente correr menos. Desta forma acredito que a gente consiga deixar a equipe organizada.

Por que o número 2?

– Foi uma escolha porque sei da tradição desse número no Santos. Sei que é um número que grandes zagueiros do Santos usaram. E espero que esse número me faça ter sucesso também. Estou muito orgulhoso de estar aqui. Um clube mundialmente conhecido. Estou realizado por estar aqui.

Além de João Basso, o Santos realizou outras quatro contratações nesta janela de transferências. Chegaram à Vila o lateral-esquerdo Dodô, o meio-campista Jean Lucas, o centroavante Julio César Furch e desembarca na Vila, nos próximos dias, o também meio-campista Nonato. Esse pacote fez o Peixe gastar, parceladamente, mais de R$ 45,5 milhões.

Foto de Bruno Lima

Bruno LimaSetorista

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.

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