Campeonato Brasileiro

Internacional venceu a nona partida seguida no domingo que afunilou a briga pelo título

Em um Campeonato Brasileiro normal, ganhar nove rodadas seguidas já é um unicórnio e adianta muito qualquer que seja o seu objetivo. Em uma temporada como a atual, apertada por causa da pandemia e cheia de oscilações, tende a ser uma sequência definitiva. Ainda não é ao Internacional porque começou depois de um período de baixa, mas ainda o coloca como o principal favorito ao título que não conquista desde 1979 para as cinco partidas finais do torneio nacional.

Este foi um domingo que afunilou a briga pelo título. Pouco tempo atrás, eram seis candidatos. Apenas uma vitória em cinco rodadas enquanto se preparava para a final da Libertadores havia afastado o Palmeiras. Agora campeão sul-americano, pensando no Mundial de Clubes e na final da Copa do Brasil, não tem nem por que se esforçar.

Ao empatar com o Coritiba, o Grêmio foi ultrapassado pelo Fluminense, agora quinto colocado, e precisaria ganhar todas as rodadas seguintes, passar todo mundo e torcer para o Inter somar no máximo mais um ponto. Complicado.

O título era um sonho distante mesmo para os dois. Quem se complicou mais neste domingo foi o São Paulo, derrotado pelo Atlético Goianiense, há seis rodadas sem vencer, e agora a sete pontos da liderança. Mais do que a distância, o problema está na falta de confiança que o time exala e o baixo desempenho recente – quando encontrou o líder, levou 5 a 1 no Morumbi.

O Atlético Mineiro foi o outro integrante dos quatro primeiros colocados que conseguiu vencer neste domingo, com uma boa partida contra o Fortaleza, e o Flamengo terá a possibilidade de ultrapassá-lo se vencer o Sport, neste segunda-feira. A cinco rodadas do fim, e salvo uma nova reviravolta, parece que a briga pelo título parece limitada a três clubes.

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Internacional 2 x 1 Red Bull Bragantino

O pênalti que deu a vitória ao Internacional será um dos mais discutidos do Campeonato Brasileiro. Não foi bem marcado, na minha opinião. Ficou claro na revisão do assistente de vídeo que o cruzamento de Patrick pega na barriga de Weverton e nem parece que toca em seu braço – o lateral do Bragantino confirmou após o jogo que tocou, sim. Pela regra, se a bola pega no corpo do jogador antes de encostar em sua mão ou braço, o pênalti não deveria ser marcado, embora haja a interpretação de que ele fez uma ação de bloqueio.

O lance aconteceu no começo da segunda etapa, depois de Patrick ter aberto o placar, em um lançamento de lateral direto à área, e de o Red Bull Bragantino ter empatado com Helinho. Marcelo Lomba também fez uma defesa muito boa em desvio de Ytalo no primeiro tempo, mas não tão importante quanto a dos 45 minutos do segundo tempo, quando Claudinho deixou Raul na cara do gol com um toque de calcanhar. O goleiro do Inter saiu bem demais para abafar o lance e garantir a vitória.

Atlético Mineiro 2 x 0 Fortaleza

O Atlético Mineiro venceu o Fortaleza com certa tranquilidade. Teve 71% de posse de bola e sofreu apenas quatro finalizações, uma única no alvo, embora tenha contado com um pênalti batido na trave por Osvaldo, a 15 minutos do fim, que poderia ter colocado um pouco de fogo na partida. No primeiro tempo, Felipe Alves fez duas boas defesas, em um chute forte de Guilherme Arana e em uma cabeçada à queima-roupa de Sasha.

Mas era muito difícil impedir o gol do Galo, aos 11 minutos da etapa final, quando Hyoran cruzou da direita e Arana apareceu na área pela esquerda pegando de primeira para abrir o placar. Pouco depois, Leandro Vuaden usou o assistente de vídeo para confirmar um toque de braço de Jackson em chute de Sasha. Eduardo Vargas desperdiçou a cobrança, mas marcou no rebote.

Atlético Goianiense 2 x 1 São Paulo

Houve muitas chances de gol na derrota do São Paulo para o Atlético Goianiense. Começando aos 21 minutos, quando Natanael pegou a cobrança de escanteio no bico esquerdo da grande área e bateu. Um desvio da defesa matou Tiago Volpi, e o Dragão abriu o placar. Luciano, na boca do gol, cabeceou por cima o cruzamento de Juanfran, e no outro lado Janderson quase alcançou o cruzamento de Natanael na segunda trave.

Igor foi responsável por um lance plástico, pegando a cobrança de escanteio de Daniel Alves de primeira, para boa defesa do goleiro Jean. Mas foi Reinaldo quem empatou com uma bomba da entrada da área no ângulo. Gabriel Sara ainda saiu na cara de Jean para tentar a virada, antes do fim do primeiro tempo, mas mandou por cima.

Na etapa final, Natanael fez jogada individual pela esquerda e bateu colocado, buscando o canto. Boa defesa de Volpi. Arboleda apareceu na segunda trave, e mandou por cima, e Vitor Bueno acertou o travessão em um cruzamento de Reinaldo. Chico teve chance pelo alto, mas cabeceou para fora.

O gol da vitória do Dragão saiu aos 43 minutos. Janderson puxou um lindo contra-ataque, deixando dois marcadores para trás, e parou na entrada da área. Abriu na direita com Chico, que cruzou para Vitor Leque empurrar às redes.

Fluminense 3 x 0 Goiás

O Fluminense ganhou pela quarta vez em seis rodadas – com um empate com o Coritiba e aquela goleada para o Corinthians como os seus tropeços – e subiu ao quinto lugar da tabela, com 53 pontos. O Palmeiras tem 52 e um jogo a menos que os cariocas. Nenê cobrou escanteio, e Nino desviou de cabeça para abrir o placar contra o Goiás, aos 17 minutos do primeiro tempo. Depois de outro canto entregue por Nenê, a bola sobrou para Matheus Martineli acertar um chutaço de fora da área.

O terceiro gol saiu de um terceiro escanteio cobrado por Nenê. Egídio resgatou a bola pela esquerda e deixou com Martinelli, que entrou na área e contou com um desvio para fechar a vitória do Flu. O Goias é o 18º colocado, na zona de rebaixamento, a seis pontos da salvação – ou sete, pensando no Bahia, porque o Sport ainda tem um jogo a menos, contra o Flamengo, na segunda-feira.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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