Brasileirão Série A

Goiás vence América-MG e jogo dos rebaixados do Campeonato Brasileiro fica marcado pela estreia de garotos

Na partida que não valia nada, valeu a experiência para garotos de Goiás e América-MG

No único que jogo que realmente não valia nada na rodada final do Campeonato Brasileiro 2023, os rebaixados Goiás e América Mineiro entregaram um primeiro tempo divertido, mas uma etapa final melancólica. No fim, o Esmeraldino saiu com a vitória por 1 x 0, gol de Luís Oyama. O mais legal da partida foi a estreia de várias promessas de ambos os lados pela equipe profissional.

Além de conhecer sua 24ª derrota em 38 rodadas, o América amargou um recorde triste: o gol de Oyama tornou a equipe a pior defesa da história do Brasileirão de pontos corridos com 20 clubes. O Coelho teve a defesa vazada 81 vezes.

Primeiro tempo de Goiás e América até foi bom, mas etapa final terminou melancólica

Desde os primeiros minutos, o Goiás foi o melhor time na partida dos rebaixados. Os times utilizam um 4-1-4-1, mas enquanto o Coelho era um time um tanto estático com a posse, de pouca movimentação e muita gente esperando a bola no pé, o Esmeraldino dava muita liberdade para seus homens de frente flutuaram pelo ataque. Não era estranho ver o atacante Pedro Junqueira, o Pedrinho, caindo pelos lados, o ponta esquerdo Anderson Oliveira por dentro e o meia Luís Oyama pisando muito na área.

Em um início bom, a equipe da casa acumulou três chances seguidas, sendo duas com finalizações na trave. Na primeira, Guilherme Marques bateu colocado e a bola foi no pé do poste direito. Menos de dois minutos depois, Bruno Melo deu uma casquinha na primeira trave após escanteio e o cabeceio explodiu no pau. Na sobra, sem goleiro, William Oliveira não conseguiu ajeitar o corpo para cabecear às redes. Oyama também teve em seus pés uma chance antes dos 15 minutos, se aproveitando de erro na saída de bola, mas errou.

O América deu as primeiras mostras de ataque a partir dos 15, quando Tadeu, sempre ele, chegou para brilhar. O zagueiro Júlio César chutou no ângulo e era só ir para o abraço se não tivesse um grande goleiro do outro lado, que se esticou todo e tocou com a ponta dos dedos. Não era apenas o arqueiro do Goiás que brilhava. Pouco depois, Jory interviu bomba de Anderson Oliveira, autor de grande jogada cortando da esquerda para dentro.

Ainda antes dos 20 minutos, o técnico Diego Giacomini foi obrigado a tirar o volante Lucas Kal, lesionado, e promover a entrada do jovem Breno Cascardo, de apenas 20 anos. Mário Henrique passou pela mesma coisa: trocou o lateral-esquerdo Bruno Melo (no que deve ser o último jogo no Goiás, pois deve retornar ao Fortaleza)  por Xavier.

Por não valer nada, o jogo era totalmente aberto. Isso também era justificado pelo curto trabalho dos dois técnicos: Mário Henrique assumiu Goiás a partir de 14 de novembro, enquanto Giacomini começou o trabalho no Coelho cinco dias antes. Ambos os lados atacavam com facilidade e tinha muito espaço, especialmente do lado do campo. Por isso, os goleiros foram os destaques nesse início. Tadeu fez nova boa defesa aos 26 minutos em tentativa de Renato Marques.

Mesmo com os sustos, o Esmeraldino era o melhor time no duelo e fez por merecer o gol, marcado aos 33 minutos. O zagueiro Edu deu um passe que quebrou as linhas do América e chegou em Anderson Oliveira, que tocou de letra tabelando com Pedrinho (devolvendo de letra também), chegou na ponta esquerda e tocou para trás. Oyama veio com tudo para cravar em bonita finalização de primeira.

Ainda antes do fim da etapa inicial, o América buscou o empate e, se não fosse uma falta, teria conseguido. Em lance com muitos jogadores pela direita do ataque, Juninho cruzou e Renato mandou as redes, mas antes empurrou descaradamente Edu.

Mesmo com a vitória, o técnico do Goiás decidiu dar rodagem ao elenco logo no intervalo. Foram três trocas: Eduardo Simioni (por Guilherme Marques), Dodô (Everton Morelli) e Mina (Lucas Halter, este, provavelmente, no último jogo pelo Esmeraldino, retornando ao Athletico-PR com o término do empréstimo).

A etapa final não entregou o mesmo entretenimento do primeiro tempo. Foram 20 minutos de muito pouco futebol, quase nada de chance e equipes já sem muita pretensão dos dois lados. Júlio até quase marcou aos 15, em cabeceio na primeira trave após escanteio, mandando a bola por cima do gol.

Halerrandrio, uma promessa do Goiás de apenas 17 anos, estreou pelo clube aos 16 minutos do segundo tempo, quando entrou no lugar de Anderson Oliveira. Também cheio de garotos no banco, o América colocou Paulinho, de 19, para saída de Danilo Avelar.

O melhor que acontecia no jogo eram realmente as mudanças, com estreia de vários jovens. Yago Souza e Jonathan Alecxander defenderam pela primeira vez o Coelho no profissional aos 17 e 20 anos, respectivamente. Ao mesmo tempo, entrou Yago Santos, no segundo jogo pelo time profissional.

Melancolia é o sentimento para etapa final, uma boa definição também da campanha dos dois times no Brasileirão. Nenhum goleiro fez uma grande defesa, nada de interessante aconteceu – além, claro, das estreias dos garotos. O Goiás não fez força para ampliar, e o América foi apático para tentar o empate. Terminou o 1 x 0 construído no primeiro tempo.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius é nascido e criado em São Paulo e jornalista formado pela Universidade Paulista (UNIP). Escreveu sobre futebol nacional e internacional no Yahoo e na Premier League Brasil, além de esports no The Clutch. Como assessor de imprensa, atuou no setor público e privado.
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