Brasileirão Série A

Arias resolve e Fluminense supera Cruzeiro e vaias para sair (por ora) do Z4

O Fluminense não fez grande partida, mas foi o suficiente para voltar a vencer no Campeonato Brasileiro. Arias marcou o gol do alívio tricolor. A vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro tirou temporariamente o clube da zona do rebaixamento e empurrou o Vitória para o abismo.

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O reencontro com Fernando Diniz

A expectativa no Maracanã era para o reencontro entre Fluminense e Fernando Diniz. O técnico foi abraçado pela vasta maioria de atletas e todos os funcionários antes do jogo. Mas em campo, ninguém aliviou.

Todos os jogadores e funcionários do Fluminense foram ao encontro de Fernando Diniz na entrada dos times em campo. Uma fila se formou e os abraços mais longos foram dedicados a Marcelo, Arias e Felipe Melo.

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— Caio Blois (@caioblois.bsky.social) October 3, 2024 at 10:19 PM

— O Fernando (Diniz) é um cara muito querido por nós, que fez muito pela gente, mas hoje ele era um adversário. Daqui para frente, independente de quem seja o adversário, temos que ganhar porque precisamos sair dessa situação que é muito ruim para todo mundo — afirmou Arias após o jogo.

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Mano muda time e é vaiado junto a campeões da Libertadores

Antes mesmo de a bola rolar, a torcida do Fluminense fazia barulho. Mas não com músicas. Quando a escalação apareceu no telão do Maracanã, os 19 mil torcedores presentes vaiaram muito quatro titulares e o técnico Mano Menezes.

Nem mesmo a conversa pacífica com representantes de organizadas salvaram o treinador das críticas. Com quatro titulares diferentes, mas mudanças inesperadas, a torcida não o poupou.

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Além de Mano, o volante Martinelli, sempre criticado pelos tricolores, foi o mais contestado. Mas houve novidades até nas críticas. Jogadores como Marcelo e Arias, ídolos do torcedor, também sofreram com a ira da arquibancada.

Samuel Xavier e Keno foram os outros a ouvirem vaias. E isso pareceu se refletir no primeiro tempo.

Nervoso, Fluminense começa mal o jogo

As mexidas de Mano Menezes não surtiram efeito no primeiro tempo. Isso porque nem os titulares mantidos ou os jogadores do Flu que entraram foram bem.

Samuel Xavier e Marcelo tiveram atuações constrangedoras. Desprotegidos, Thiago Santos e Manoel sofreram muito com a velocidade do ataque do Cruzeiro, mas escaparam por pouco.

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Na melhor chance da primeira etapa, aos 14, Fábio saiu da área mas o rebote ficou com o Cruzeiro. Kaio Jorge chutou, a bola desviou e bateu na trave, antes de bater em Marcelo. Thiago Santos salvou o Fluminense.

Novidade no meio, Victor Hugo errou muitos passes, mas correu muito. Pendurado com cartão amarelo, o jovem de 20 anos foi sacado no intervalo para a entrada de Bernal.

Arias explode o Maracanã com gol de alívio em raro momento de apoio

A torcida do Fluminense não foi em grande número ao Maracanã. E os que foram, se sentiram no direito de criticar o time para além das vaias na escalação.

O nervosismo do torcedor passou para o campo. Em todo o primeiro tempo, ficou claro que a bola queimou nos pés dos tricolores. Na segunda etapa, um raro momento de apoio: Cássio errou passe na saída de bola, e na sequência, Ganso quase alcançou cruzamento de Marcelo.

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Keno teve mais uma chance no minuto seguinte e tratou de pedir o apoio da torcida. Funcionou.

Isso porque, aos 10, Ganso recebeu na entrada da área e achou Arias na direita. O camisa 21 soltou uma bomba cruzada que pegou na trave e balançou as redes. Era o gol do alívio. O Maracanã explodiu, mas dessa vez em festa.

Diniz coloca o Cruzeiro para a frente, mas Fábio salva o Fluminense

Com o Cruzeiro atrás do placar, Fernando Diniz, claro, tentou das suas. O técnico tirou o zagueiro Zé Ivaldo e colocou Walace, volante, na primeira linha. Além disso, sacou Lucas Romero, com amarelo e colocou Barreal.

Os mineiros foram para o ataque e levaram perigo. Principalmente aos 35, quando Matheus Henrique subiu sozinho na área e cabeceou forte para baixo. A sorte do Fluminense é que Fábio estava lá para fazer grande defesa e salvar o time.

Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.

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