Campeonato Brasileiro

Em um clássico emocionante, Willian Bigode sublinhou sua importância ao ataque do Palmeiras

Willian fez falta ao Palmeiras enquanto esteve no departamento médico. O atacante permaneceu fora do time por um mês, o suficiente para se ausentar nos jogos decisivos da Libertadores e da Copa do Brasil. Não seria o nome a carregar os alviverdes sozinho, mas poderia ajudado bastante a equipe de Cuca por sua mobilidade no ataque e por sua capacidade na finalização. Uma impressão que reforçou neste domingo, com a atuação decisiva no Allianz Parque durante o clássico contra o São Paulo. Com dois gols e uma assistência, o Bigode garantiu a virada por 4 a 2, em um jogo que cumpriu as expectativas pela emoção.

Qualquer um dos times poderia ter saído com a vitória. E, apesar da tentativa de pressão do Palmeiras durante os primeiros minutos, o São Paulo abriu o placar aos 12. Ótimo ataque em velocidade dos tricolores, em que Lucas Pratto foi o garçom para Marcos Guilherme vencer Fernando Prass. O lance, aliás, já daria uma amostra daquilo que seria praxe na maioria das jogadas ofensivas das equipes: apesar da qualidade individual na criação, os erros das defesas também facilitaram o placar elástico.

O futebol ficaria de lado aos 21 minutos, quando Lucas Pratto bateu a cabeça no joelho de Hernanes e caiu desacordado. O centroavante causou preocupação em todos os jogadores e precisou ser retirado de ambulância, encaminhado diretamente ao hospital. Os boletins médicos durante e depois do jogo afirmam que o argentino passa bem. Todavia, o susto foi grande.

Gilberto entrou no lugar de Pratto e por pouco o São Paulo não ampliou a vantagem, com Marcos Guilherme carimbando o travessão. Pouco depois, Willian começaria a aparecer. O empate saiu aos 35, em cruzamento que Edimar não cortou e o Bigode teve espaço para dominar, batendo para as redes. Já a virada se consumou aos 38, em jogadaça de Willian. O camisa 29 recebeu na lateral, avançou, deixou Jucilei no vácuo e soltou o pé da entrada da área. Lindo gol que sublinhava a ótima tarde do atacante, caindo mais pelo lado esquerdo, mas com liberdade de movimentação para tentar aproveitar os espaços abertos por Deyverson.

Com acréscimos mais longos por causa do atendimento a Pratto, o São Paulo empatou antes do intervalo, aos 51. Buffarini cruzou e Hernanes foi magistral. Dominou no peito e bateu rápido antes de correr para o abraço. Por mais que o Palmeiras tenha dominado a posse de bola e criado mais chances, o Tricolor soube ser eficiente, levando perigo em suas poucas chegadas.

Durante o segundo tempo, o Palmeiras tentava se impor no campo de ataque, pressionando o São Paulo. Ameaçava principalmente no jogo aéreo, mas parou em Sidão na melhor oportunidade. Além disso, a entrada de Keno dava mais velocidade ao time pelos lados. O São Paulo também teria suas brechas para retomar a vantagem, em gol perdido por Rodrigo Caio e chute perigosíssimo de Hernanes. Entretanto, logo na sequência os alviverdes ratificariam sua comemoração. Aos 33, em contra-ataque, Deyverson fez boa jogada e passou para Keno encher o pé, vencendo Sidão. Por fim, enquanto os tricolores saíram para o desespero, os anfitriões aproveitaram os espaços. Willian apareceria de novo para ajudar a fechar a conta aos 46. Tchê Tchê lançou de um lado a outro do campo, o atacante recebeu com liberdade e cruzou para Hyoran – outro saído do banco – escorar.

Não foi a partida perfeita do Palmeiras, longe disso. Os cochilos da defesa quase custaram caro e o ataque, por mais que tenha finalizado muito, não criou tantas chances reais de gol além das que aproveitou. Independentemente disso, são três pontos em um clássico, que encerram a sequência de três rodadas sem vitória e reforçam as condições do time na quarta colocação. Já ao São Paulo, apesar da evolução, fica a lição de manter a intensidade e aproveitar um pouco mais as oportunidades. Ainda na zona de rebaixamento, a situação continua claudicante.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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