Brasileirão Série A

Em duelo tático, Atlético-MG e Bahia anotam golaços, mas apenas empatam

Em campo, o jogo não foi primoroso, mas o duelo tático foi interessante, e dois golaços deixaram tudo ainda melhor de se ver

Em um duelo tático muito interessante na Arena MRV, Atlético-MG e Bahia deixaram o campo com um ponto cada após o empate em 1 a 1. Os times balançaram as redes com dois golaços. Com a bola rolando, o que se viu foram dois times bem conscientes do que precisavam fazer para anular o adversário, e ao mesmo fazendo de tudo para saíram das marcações e buscarem espaços.

O placar da Arena MRV só não viu mais gols, pois ambos os times desperdiçaram muitas chances, errando principalmente o último passe, que geraria de fato um perigo de gol. O Atlético, então, chegou a seu gol só com a bola parada de Hulk, que soltou uma pancada no ângulo. Também com pancada e no ângulo, o Bahia chegou ao empate, com o ex-atleticano Ademir.

Os poucos espaços não foram aproveitados por ambas as equipes

O duelo tático foi perceptível desde o primeiro minuto. O Atlético conseguia impor mais seu jogo, tinha a bola e a rodava com paciência até o meio-campo, quando o Bahia marcava mais forte e não deixava muito espaço para o Galo trabalhar. Mesmo assim, com bolas longas e também entre as linhas, o Alvinegro conseguiu criar algumas chances, mas o último passe (principalmente) ou a finalização não saíram como esperado.

Paulinho teve as duas melhores chances de finalização. Primeiro, Alan Franco achou Hulk entre as linhas e o camisa 7 serviu o camisa 10 invadindo a área, mas ele parou em boa defesa de Marcos Felipe. Na segunda chance, novamente um passe entre as linhas, mas para Zaracho, que tocou bonito de letra. Paulinho dominou e tirou do marcador, mas bateu fraco de canhota.

Do outro lado, o Bahia era forçado muitas vezes a buscar ligações diretas através de Marcos Felipe. A maioria delas acabava de volta nos pés do Atlético. Mas, quando o time de Rogério Ceni conseguiu escapar, levou mais perigo, mas também pecando muito nas finalizações. A melhor chance baiana foi com Thaciano, de cabeça, mas ele pegou mal e mandou para fora.

Golaços mudaram o placar, mas não garantiu um vencedor

O jogo no segundo tempo seguiu muito truncado e bem parecido com o primeiro. O Atlético seguia achando algumas bolas entre as linhas, mas chegou mesmo em cobranças de falta de Hulk, com uma delas terminando no fundo das redes.

Primeiro, um pouco mais longe do, bateu buscando o ângulo, mas acertou a rede pelo lado de fora. Na segunda, quase na risca da grande área, soltou o pé buscando o ângulo de Marcos Felipe, sem chances para o goleiro.

Mas a festa atleticana não durou 10 minutos. O Bahia chegou ao empate com a ajuda da lei do ex, já que Ademir foi o autor do gol. Ele recebeu na ponta direita da área, puxou para o meio e soltou o pé colocado no ângulo de Everson, sem chance alguma para o goleiro atleticano.

A partir do gol do Bahia, o jogo ficou tenso. O Atlético ainda tinha mais a bola, mas encontrava cada vez menos espaços e errava muito, gerando muita reclamação da torcida. A grande chance atleticana foi aos 42 minutos, quando Pedrinho achou Vargas nas costas da defesa, ele driblou o goleiro e, na hora de chutar, mandou pra fora, perdendo uma chance inacreditável.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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