Campeonato Brasileiro

Diego e Guerrero destoaram para, enfim, o Flamengo conquistar uma vitória massiva

O Flamengo vinha sendo bastante cobrado no Campeonato Brasileiro. E com toda razão. Os rubro-negros caíram precocemente na Copa Libertadores e tentaram dar uma guinada em seu moral investindo em contratações, mas o futebol não agradava. Entre as oscilações, o time de Zé Ricardo até deu uma ou outra mostra de melhora nas últimas semanas, só que nada realmente convincente. Até a goleada sobre a Chapecoense nesta quinta-feira. Diante da atmosfera pulsante na Ilha do Urubu, o Fla amassou os visitantes graças à sua dupla de protagonistas, em partida que também apresentou suas dificuldades. Prevaleceu a noite inspiradíssima de Diego e Guerrero, comandando os 5 a 1 no placar.

Voltando à melhor forma, Diego atravessou 90 minutos soberbos. Orquestrou o time, organizando o jogo ofensivo e fazendo a engrenagem se mover. Além disso, também foi decisivo na conclusão das jogadas. Depois de um início no qual a Chape incomodou e ameaçou, o camisa 35 abriu o caminho para a goleada com um verdadeiro golaço. Chute na veia, que marcou a sua exibição grandiosa. Ainda daria um ótimo passe para Guerrero ampliar a conta logo na sequência e balançaria as redes mais uma vez no segundo tempo, em arremate certeiro da entrada da área. O craque que sempre se espera, e têm aparecido com frequência na Gávea.

Guerrero, por sua vez, encarava um momento de muitas críticas. A seca no Brasileirão era incômoda, por mais que o centroavante geralmente se esforçasse. Desta vez, tirou a barriga da miséria. Aproveitando de seu oportunismo, apareceu três vezes para balançar as redes – vital especialmente em seu segundo gol, o terceiro do Fla, afastando o risco do empate dos catarinenses, que voltaram melhores para a etapa complementar. Além disso, o peruano deu trabalho ao goleiro Jandrei, com outras chances que não se converteram em gols. E também auxiliou Diego, com uma bela enfiada de bola ao companheiro no quarto tento. Atuação fundamental para recobrar sua confiança.

Fora Diego e Guerrero, o Flamengo teve outros destaques. Juan relembrou os seus velhos tempos no miolo de zaga, oferecendo muita segurança. Mais à frente, quem mostrou serviço foi Orlando Berrío, em um momento no qual a paciência com sua adaptação diminui. E a estreia de Rhodolfo aconteceu durante o segundo tempo, precisando substituir Réver, que sentiu lesão. Já do outro lado, a avaliação negativa mais evidente ficou para o goleiro Thiago, que acabou falhando no tento da Chape, anotado por Victor Ramos.

A falta de solidez da Chapecoense chama atenção. Depois de boas partidas no Brasileiro, a defesa tem minado os resultados, com preocupantes 17 gols sofridos nos últimos cinco jogos. De qualquer maneira, o Flamengo está no direito de comemorar. Ao menos por ora, a maior dor de cabeça se atenua, com o coletivo funcionando bem – apesar da inconsistência entre os volantes. Preponderaram os dois melhores valores individuais, entregando demais à equipe. Festa merecida na Ilha do Urubu, onde os rubro-negros já criam um caldeirão difícil de se encarar.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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