Brasileirão Série A

Ceará paga por ‘má sorte’, mas teve resultados inaceitáveis em retorno à segunda divisão

Vozão chegou na zona de rebaixamento só na última rodada do Brasileirão 2025

A queda do Ceará à segunda divisão parecia improvável. Por todo Campeonato Brasileiro, eles não ficaram uma rodada sequer na zona de rebaixamento. Até que chegou a 38ª rodada e, com a derrota para o Palmeiras, 3 a 1, mais uma combinação de resultados, o Vozão chegou ao Z4 e caiu à Série B neste domingo (7).

Uma queda cruel, com a equipe cearense fazendo, com o elenco que Léo Condé tinha à disposição, quase todo o possível para se manter competitivo. O rebaixamento veio com duas principais conclusões: um calendário final ingrato, somado a resultados que não poderiam ter acontecido.

Ceará pegou todo G4 nas rodadas finais do Brasileirão

Mirassol, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras. Quarto, terceiro, primeiro e segundo colocados, respectivamente. Esses foram os quatro jogos finais do Ceará no Brasileirão, nos quais o time de Léo Condé só conseguiu somar um ponto: empate com os mineiros, 1 a 1, em jogo muito equilibrado.

Isso, porém, não pode ser uma desculpa e aceitação dos resultados que aconteceram. O Alviverde não tinha mais pelo que lutar e conseguiu, no Castelão, enfiar três no mandante. O Santos, time mais qualificado tecnicamente, enfrentou os mesmos adversários nas oito partidas finais, vencendo Palmeiras e Cruzeiro.

Léo Condé em jogo do Ceará
Léo Condé em jogo do Ceará (Foto: Imago)

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Vozão pagou preço por pontos que não poderia ter perdido

Somar um ponto contra o G4 não é o fim do mundo. A questão é, durante a campanha no Brasileirão, falhar contra adversários diretos em momentos decisivos.

Na 34ª rodada, quando recebeu o Internacional (que se salvou na última e empurrou o Ceará ao Z4), o adversário vinha de cinco jogos sem vencer e em momento de baixa de astral e técnico, pronto para somar outro revés.

O Ceará, porém, não entrou tão ligado no jogo. Com três minutos, Vina foi expulso e o que sobrou para partida foi se defender. O time de Condé até foi corajoso na partida, buscou o empate após sofrer o primeiro gol, mas acabou tomando mais um e perdeu.

Ainda há outros resultados que não poderiam acontecer no campeonato. Em outubro, contra um Sport que já estava mentalmente rebaixado, abriu o placar aos 37 do segundo tempo, mas tomou o empate quatro minutos depois.

O Vozão também perdeu para o Juventude com gol nos acréscimos, em pleno Castelão, adversário que também o venceu no primeiro turno. O clube gaúcho foi o segundo pior do campeonato.

Ao mesmo tempo, esse time também somou pontos improváveis: empatou com o campeão Flamengo no primeiro turno e venceu Cruzeiro, São Paulo e Corinthians fora de casa. Isso mostra a competitividade do Brasileirão.

O torcedor do Alvinegro, chateado, ao menos viu o rival Fortaleza ser rebaixado junto. Desde 2018 presente em seis edições da Série A, o Ceará sabe os caminhos para chegar à elite nacional. Basta encontrar a regularidade para permanecer e se estabelecer no mais alto nível do Brasil.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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