Campeonato Brasileiro

Bruno Henrique agradou por sua boa estreia na vitória do Palmeiras sobre o Grêmio

Às vésperas do início das oitavas de final da Copa Libertadores, o objetivo de Palmeiras e Grêmio era o mesmo. Ambos os clubes pouparam forças para o encontro que abriu a rodada do Brasileirão, por mais que o jogo no Pacaembu representasse bastante ao topo da tabela. Enquanto Cuca mesclou suas peças na equipe alviverde, Renato Gaúcho tirou o pé ainda mais com os tricolores. E, entre aqueles que ganharam chance, melhor para um novato disposto a conquistar seu espaço. Bruno Henrique não teve participação direta na vitória palmeirense por 1 a 0, conquistada graças a um gol contra. Ainda assim, o volante foi um dos melhores em campo, logo em sua estreia.

Independentemente do rebaixamento do Palermo, Bruno Henrique teve papel importante no time. O meio-campista foi um dos nomes mais frequentes dos rosaneri na Serie A. E não demonstrou desgaste, mesmo vindo de uma temporada completa. Sobressaiu a sua vontade na primeira chance com Cuca, fazendo ótimo trabalho durante os 90 minutos no Pacaembu – que recebeu bom público, com 29 mil pagantes. O camisa 19 se destacou principalmente pela capacidade na organização, distribuindo o jogo e dando bons passes em profundidade. Além disso, também cometeu poucos erros e ajudou bastante na proteção, oferecendo o combate na cabeça de área.

Bruno Henrique, aliás, não foi o único reforço recente que aproveitou a oportunidade. Embora venha entrando com frequência, Mayke fez uma das melhores partidas desde que chegou ao Palmeiras. Já no miolo de zaga, em sua segunda partida como titular, Luan teve tarde consistente ao lado de Juninho. Ajudaram os alviverdes em uma partida na qual foram melhores, apesar da infelicidade que determinou o placar final.

Durante o primeiro tempo, o Palmeiras se colocou no campo ofensivo e pressionava, especialmente com Keno. Faltava um pouco mais de competência nas conclusões, com a afobação atrapalhando. Enquanto isso, o Grêmio se fechava na defesa, mas sem levar perigo nos contra-ataques. E os paulistas ainda ficaram na bronca por um pênalti não marcado pela arbitragem, em lance no qual Egídio foi derrubado na área, mas o árbitro preferiu assinalar a infração no início da jogada – o que, segundo o lateral, foi uma disputa normal.

O duelo melhorou na volta do intervalo, mais aberto. Egídio chegou a salvar uma bola de Kaio em cima da linha, enquanto Borja e Erik perdoavam do outro lado. Os anfitriões buscavam bastante as investidas pelos lados, até que conseguiram anotar o gol aos 32. Jogada de Raphael Veiga, que contou com a ajuda desastrada de Machado. O gremista tentou cortar, mas a bola foi contra a sua meta, ainda desviando em um companheiro antes de entrar. Sem poder de reação, os tricolores precisaram se conformar com o revés.

Mais do que os três pontos, importantes para assumir provisoriamente a terceira colocação, emendando a quarta vitória consecutiva no Brasileiro, o Palmeiras se satisfaz com as possibilidades. Que não tenha sido um teste dos mais exigentes, apesar do peso do adversário, foi positivo notar o desempenho de alguns jogadores – principalmente de Bruno Henrique, que precisará enfrentar uma qualificada concorrência para buscar o seu lugar no meio de campo. Já ao Grêmio, assegurado na segunda colocação, resta voltar a sua mentalidade para a Libertadores. Por mais que o desempenho no Brasileirão seja excelente, a prioridade dos tricolores ficou bem evidente pelas escolhas de Renato Gaúcho.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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