Campeonato Brasileiro

Atlético Mineiro tropeça e vê chance de título cair; Coritiba está rebaixado após derrota para o Santos

A três rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, o Atlético Mineiro precisava de uma vitória sobre o Bahia neste sábado (13) para seguir tendo uma chance minimamente razoável de brigar pelo título. Agora, após um empate frustrante em casa contra um adversário combalido pela Covid-19, a conquista virou uma possibilidade ainda mais remota para o time de Jorge Sampaoli.

O 1 a 1 com o Bahia deixou o Galo com 62 pontos, na terceira colocação, enquanto Internacional (66) e Flamengo (65) ainda jogam nesta rodada. Uma simples vitória do Inter contra o Vasco neste domingo acaba com qualquer chance matemática de o Atlético ainda vencer o Brasileirão.

No lado de baixo da tabela, o Coritiba foi derrotado pelo Santos, abraçou o Botafogo e deu adeus antecipado à elite, rebaixado para a Série B em 2021. O clube de General Severiano, por sua vez, deu mais esperança ao Goiás ao ser derrotado por 2 a 0 no Estádio da Serrinha. O triunfo levou o alviverde a 36 pontos em 36 jogos, ainda na 18ª colocação, a dois pontos do Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

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Atlético Mineiro 1×1 Bahia

O Atlético Mineiro teve a posse de bola (71%), mas não soube transformá-la em um bom volume de chances reais de gol. Mesmo desfalcado por infecções de Covid-19 em seu elenco, o Bahia complicou a vida do Galo e conseguiu arrancar o empate em 1 a 1 no Mineirão.

Os visitantes foram melhores na primeira etapa, criando quatro oportunidades boas de gol, chegando a acertar a trave de Éverson com Rossi logo no primeiro lance do jogo. Ainda assim, quem saiu na frente foi o Atlético. Aos 20 minutos, Guilherme Arana cruzou para cabeçada de Eduardo Sasha, fazendo 1 a 0.

O Bahia voltou afiado para o segundo tempo e logo aos dois minutos chegou ao empate. Aproveitando o espaço deixado pela defesa do Atlético Mineiro, Rossi arrancou em velocidade com a bola do meio de campo, não foi alcançado por Junior Alonso e bateu forte, entre Éverson e a trave, para decretar o 1 a 1.

Precisando buscar a vitória para seguir acreditando no título, o Galo não fez o suficiente ofensivamente para conseguir os três pontos, parando em uma defesa bem postada do Bahia, que ainda acertou o travessão em uma bomba de Elton de longa distância, aos 25 minutos da etapa final.

Santos 2×0 Coritiba

O Santos foi melhor que o Coritiba no início do jogo, pressionando a saída do adversário e levando perigo em finalizações de Marinho, ainda no primeiro minuto, e de Luan Peres, em chute forte defendido por Arthur. O Coxa respondeu com Hugo Moura arriscando de longa distância, João Paulo deu o rebote, e na sequência Matheus Bueno, também de fora da área, mandou a bola rente ao canto esquerdo do gol santista.

Ainda no primeiro tempo, aos 37 minutos, Marinho iniciou jogada no meio do campo em velocidade, tabelando e, depois de uma última troca rápida de passes com Lucas Braga, saiu cara a cara com Arthur e bateu por cobertura para marcar um golaço.

O Coritiba voltou para o segundo tempo pressionado pelo rebaixamento antecipado e logo nos primeiros segundos carimbou o travessão de João Paulo em excelente chute de longe de Matheus Oliveira. O Santos só conseguiu sua primeira grande chance na segunda etapa aos 20 minutos: Soteldo fez boa jogada pela esquerda, deu uma cavadinha entre dois marcadores para Felipe Jonatan, que ajeitou para bom chute de Jean Mota, mas Arthur fez grande defesa para evitar o segundo gol.

O goleiro, no entanto, acabaria por falhar e decretar a derrota do Coxa aos 38 minutos. Após cobrança de falta de Jean Mota levantada na área, Arthur saiu mal, Laércio desviou, e Marcos Leonardo completou sozinho para o gol.

Goiás 2×0 Botafogo

Já rebaixado, o Botafogo deu certa sobrevida ao Goiás, que ainda sonha em escapar da degola. O time esmeraldino começou em cima dos cariocas, levou perigo com Fernandão aos três minutos, em cabeçada defendida por Diego Loureiro, e aos oito minutos já estava à frente: Rafael Moura, também de cabeça, desviou e encobriu o goleiro para marcar um bonito gol.

Aos 36, Miguel Ferreira quase anotou uma pintura ao desviar de calcanhar, pelo alto, com a maior casualidade do mundo, um cruzamento de Shaylon e carimbar o travessão de Loureiro.

O Botafogo buscou uma reação, mas não levou perigo significativo ao gol de Marcelo Rangel. O Goiás, por sua vez, forçou Diego Loureiro a uma boa defesa em chute forte de Rafael Moura, aos 11 minutos. Aos 19, de novo pelo alto, os esmeraldinos mataram o jogo. De dentro da área, Shaylon cruzou de esquerda para Fernandão, às costas da defesa alvinegra, e o atacante não desperdiçou, cabeceando no contrapé do goleiro para fechar o 2 a 0.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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