Brasileirão Série A

Tese de Sampaoli não surte efeito, e Atlético-MG ‘perde duas vezes’ em derrota para o Bragantino

Galo é derrotado pelo RB Bragantino por 2 a 0 dias antes de disputar a tão sonhada final da Sul-Americana

O Atlético-MG saiu de Bragança Paulista com a sensação de que a noite valeu menos como preparação e mais como alerta. No último teste antes da final da Copa Sul-Americana, marcada para o próximo sábado (22), em Assunção, o time de Jorge Sampaoli foi derrotado por 2 a 0 pelo Bragantino e viu a distância para o G7 do Brasileirão aumentar. A tentativa de usar um jogo competitivo como ensaio geral para a decisão acabou produzindo um efeito contrário ao desejado.

A “tese” defendida por Sampaoli antes da partida — a de que competir seria o melhor treinamento possível — sustentava que, sem riscos físicos aparentes, o Atlético deveria ir com força máxima. E assim foi: titulares em campo, ritmo elevado e a tentativa de dar minutagem à equipe que disputará o título continental.

No entanto, apesar do equilíbrio inicial, o Atlético não conseguiu controlar o Massa Bruta por muito tempo, perdeu intensidade ao longo da noite e viu o duelo ficar mais pesado do que planejado.

Mais do que a derrota, o time deixou o campo com a sensação de ter perdido duas vezes. Além de se afastar da disputa pelo pelotão que briga por vaga na Libertadores, os titulares saíram com uma carga física maior às vésperas da viagem para o Paraguai. As recomposições longas, os duelos intensos e a necessidade de tentar reagir ao placar só ampliaram o desgaste de quem deveria chegar mais inteiro à decisão.

Agora, o desafio é virar a chave rapidamente e torcer para que a conta cobrada em Bragança não apareça no sábado. Restam poucos dias para recuperar energias, ajustar detalhes e buscar, na final continental, as respostas que não vieram no último ensaio.

Como foi a vitória do Bragantino sobre o Atlético-MG

Atlético Mineiro de Rony é derrotado pelo RB Bragantino (Foto: Imago)

Faltou técnica, mas não faltou intensidade no primeiro tempo. Tanto Atlético-MG, como Bragantino (principalmente), conseguiram boas triangulações no ataque e criaram o suficiente para tirar o zero do placar antes do intervalo. Mas não foi o que aconteceu — seja pela falta de pontaria ou pela atuação segura dos dois goleiros.

Nos minutos iniciais da etapa complementar, tal “tônica” se manteve: alto volume ofensivo dos dois lados e pouco efetividade. Até que Lucas Barbosa tratou de mudar isso. Juninho Capixaba recebeu de Jhon Jhon perto da quina esquerda da área, finalizou cruzado e encontrou Lucas Barbosa, que se esticou todo para balançar as redes.

Pouco depois, mais um duro golpe no time mineiro. Jhon Jhon cobrou falta na área atleticana, e Gustavo Marques subiu mais alto que todo mundo para testar consciente e ampliar o marcador.

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E agora, Galo?

O Atlético-MG agora foca todas as atenções na final da Sul-Americana. No próximo sábado (22), a equipe alvinegra mede forças contra o Lanús, em duelo que vale o título continental — inédito na história do clube. A bola rola a partir das 17h (de Brasília), no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção.

Próximos jogos do Atlético-MG:

  • Lanús x Atlético-MG — Sul-Americana — sábado, 22 de novembro, às 17h
  • Atlético-MG x Flamengo — Brasileirão — terça-feira, 25 de novembro, às 21h30
  • Atlético-MG x Fortaleza — Brasileirão — domingo, 30 de novembro, às 18h30

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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