Brasileirão Série A

Com a força de Guará, Paulinho garantiu a vitória do Atlético-MG contra o Botafogo

Paulinho tinha o nome de um lendário jogador do Atlético nas costas, e fez jus ao que carregava decidindo mais um jogo

O Atlético-MG recebeu o Botafogo na noite deste sábado (16) na Arena MRV. No segundo jogo da história do seu estádio próprio, o protagonista foi o mesmo do primeiro: Paulinho. O camisa 10, que levava nas costas o nome do lendário Guará, marcou o gol da vitória atleticana.

O Atlético fez uma homenagem aos atletas campeões do Campeonato Brasileiro de 1937, como entregar réplicas do troféu para as famílias dos atletas e colocar o nome deles nas costas dos jogadores que entraram em campo na Arena MRV. Entre eles, está um dos grandes nomes da história do futebol mineiro: Guaracy Januzzi, o Guará. Antológico jogador do Galo, marcou época nos anos 30, marcando 168 gols com a camisa alvinegra, sendo até hoje o quarto maior artilheiro do clube.

Quem levava o nome do grande Guará nas costas era Paulinho, vestindo também a 10 atleticana. Com a força de um dos grandes nomes da história do clube, o jogador foi, mais uma vez, decisivo, e garantiu a festa da torcida atleticana na Arena MRV.

Atlético segura o Botafogo, mas peca ofensivamente

Como a Trivela trouxe no fim desta semana, o Atlético precisava evitar alguns pontos do Botafogo e explorar outros. No primeiro tempo, o Galo conseguiu segura o líder do campeonato, que pouco chegou ao ataque. Isso aconteceu foi Marlon Freitas, Eduardo e Tiquinho foram muito bem marcados pelo time atleticano. Além disso, o Galo conseguiu evitar que o Glorioso fizesse sua tão efetiva pressão alta e, quando fez, não deu muito certo.

Além disso, o Atlético conseguiu atacar o Botafogo com mais frequência, principalmente explorando o lado direito do adversário, que é o mais fraco. No entanto, o Galo não conseguiu melhorar um ponto muito importante: a criação e a eficiência ofensiva. Embora tenha chegado mais ao ataque, o time de Felipão não conseguiu criar muitas chances claras de gol e, as que foram criadas, foram desperdiçadas, algo recorrente do time do experiente treinador.

Paulinho decide de novo

No segundo tempo, o jogo ficou mais morno, com menos futebol praticado e mais lances de confronto entre os atletas. O Botafogo conseguiu diminuir o ímpeto atleticano, que mesmo assim conseguiu criar uma chance clara de gol. Aos 11 minutos, Pedrinho deu bela enfiada de bola para Alan Kardec, que deu passe ainda mais bonito, de calcanhar, para Paulinho, o camisa 10 invadiu a área e bateu no cantinho, mas Gatito Fernandez fez grande defesa.

Mas o que era de Paulinho estava guardado. Aos 35 minutos, Pedrinho deu um belo lançamento para o camisa 10, que dominou, ganhou da defesa e bateu na saída de Gatito. A bola ainda tocou na trave, mas morreu no fundo do gol. A Arena MRV explodiu mais uma vez através dos pés do atacante atleticano, mas quase foi silenciada quando, aos 43 minutos, Diego Costa, ex-Galo e que foi muito vaiado no estádio, balançou as redes. Por sorte, o atacante estava impedido.

Atlético ganha moral

Vence o líder do campeonato é sempre importante em qualquer ocasião, mas, para o Atlético, essa vitória tem um gosto ainda mais especial. O time vinha em um momento instável, que parecia ser de recuperação, mas ainda sobre dúvidas. Com a vitória neste sábado, ele consegue confirmar estar se recuperando e agora tenta olhar mais para cima na tabela, mirando o G4.

Preocupações no Botafogo

Além da derrota para o Atlético, que faz o Botafogo ver o Palmeiras, segundo colocado, diminuir a vantagem em três pontos, o Glorioso tem mais uma preocupação. O goleiro Lucas Perri, o melhor da competição, saiu no intervalo com dores na lombar e pode preocupar.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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