Brasileirão Série A

O Atlético-MG teve tanto azar, que ele virou sorte no empate contra o Fortaleza

Atlético levou um golaço e, já todo desfalcado, perdeu três jogadores lesionados, mas foi isso que ajudou a gerar o empate

Em má fase, o Atlético-MG entrou em campo neste domingo (23) para encarar o Fortaleza necessitando da vitória. Cheio de azar, o Galo sofreu um golaço que abriu o placar e perdeu vários jogadores ao longo do jogo, mas, no fim, conseguiu empatar em 1 a 1, justamente graças a esse azar.

Vindo de duas goleadas, o Atlético, já muito desfalcado, entrou em campo sem muitas opções para montar o time, menos ainda no banco de reservas. Para piorar tudo, viu Breno Lopes marcar um golaço no ângulo e abrir o placar.

Ainda pior para o Atlético foi ver Saravia e Mauricio Lemos se lesionar ainda no primeiro tempo. Na vaga deles entraram os jovens Alisson e Rômulo, que não vinham bem, mas se destacaram.

Alisson foi o principal criador do time do Atlético que, até ele entrar, não tinha feito muito ofensivamente. Mesmo só com 18 anos, ele chamou a responsabilidade e criou alguns lances de perigo, obrigando João Ricardo a fazer importantes defesas.

Mas, quando a fase é ruim, tristeza pouca é bobagem. Quando estava cada vez melhor, Alisson puxou um ataque e sofreu uma entrada dura por trás. Foi o fim da linha para ele, que ainda tentou seguir em campo, mas sequer conseguia colocar o pé no chão.

O lance em que Alisson torceu o pé e se lesionou (AGIF/Icon Sport)

O azar, deu “sorte”

Na vaga de Alisson, Milito colocou o também jovem Palacios. O colombiano entrou com gás, igual ao cria da base atleticana, e, praticamente na primeira jogada, gerou o gol de empate atleticano.

Aos 13 minutos, Palacios dominou na direita e foi levando para o meio, até achar um espaço para encontrar Paulinho livre na área. O camisa 10 dominou e bateu firme rasteiro, vendo a bola ainda tocar na trave antes de entrar.

O Atlético quase virou jogo minutos depois, quando Scarpa acertou um chutaço que explodiu na trave do Fortaleza. O próprio Palacios, já na reta final do jogo, quase retribuiu o golaço, mas, como o Galo ainda estava com azar, ela foi caprichosamente raspando no travessão.

Quinto jogo seguido levando golaço

O golaço de Breno Lopes se une a outros quatro que o Atlético sofreu nos últimos jogos. A sequência começou com Ademir, do Bahia, que marcou um gol bem parecido com o do atacante do Fortaleza, mas de canhota e no outro lado da Arena MRV. Nesse jogo, o Galo empatou.

Depois, foi a vez de Lucas Evangelista, do Red Bull Bragantino, que soltou uma pancada no ângulo de Everson. Mas, nesse caso, o Galo conseguiu virar o jogo para 2 a 1.

E quem acha que o problema é Everson, está enganado. Contra o Palmeiras, o goleiro foi Matheus Mendes. Resultado? Golaço de Estevão no ângulo, também parecido com os de Breno e Ademir.

Antes de ser vítima de Breno, o Atlético foi de Matheusinho, do Vitória. No Barradão, o jovem do Rubro-Negro acertou de canhota o ângulo de Everson, que estava de volta ao gol.

A última vez que o Atlético não foi vítima de uma bola parar no ângulo do seu gol, foi contra o Caracas, há quase um mês. Naquele jogo, o Galo não sofreu gol. Antes, contra o Sport, sofreu um golaço também, mas esse com direito a desvio que encobriu Everson.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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