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Após três meses sem vencer, Boa bate Bahia com faz-tudo de técnico e 1º gol da carreira de Wendel

Duas vitórias nas últimas 11 rodadas. A sequência, péssima de qualquer maneira, acabou sendo fatal ao Bahia. Neste sábado, o Tricolor perdeu qualquer chance que ainda tinha de voltar à Série A na próxima temporada. E com requintes de crueldade. Os baianos foram até Varginha, em um jogo que parecia fácil contra o já rebaixado Boa Esporte. Mas a moleza ficou apenas na impressão. Os mineiros enfiaram 3 a 0 no placar de maneira impiedosa. Encerraram a série de 16 rodadas sem vencer, sendo 14 derrotas pelo caminho.

Os detalhes, porém, dão ainda mais cor ao feito do Boa Esporte. E o primeiro deles estava no banco de reservas. Após o pedido de demissão do técnico Nedo Xavier, a diretoria passou interinamente o comando da equipe a Cesinha, até o fim da competição. Um substituto bastante peculiar, já que é considerado um “faz-tudo” para os mineiros. Funcionário do clube há anos, Carlos César Felix Barbosa vinha desempenhando as funções de assessor de imprensa e de supervisor. Além disso, por vezes também trabalhava como assistente-técnico. E teve um início bastante promissor na nova função.

Já dentro de campo, o protagonista do Boa foi o rodado Wendel – ex-jogador de Palmeiras, Santos, Goiás, Atlético Paranaense e Ponte Preta. O lateral marcou o último gol da partida, aos 48 do segundo tempo, depois que Moacir e Thaciano já tinham balançado as redes. Um momento de bastante emoção para o veterano. Afinal, aos 34 anos, ele nunca tinha balançado as redes em toda a carreira. Dá até para entender a emoção e a comemoração efusiva do jogador, mesmo em uma partida que já estava ganha.

Independente da vitória, após cinco anos na Série B, o Boa Esporte volta à Terceirona em 2016. Já o Bahia passará mais um ano tentando voltar à elite do Brasileirão. Depois do pesadelo vivido em Varginha, só restou receber a solidariedade do Sampaio Corrêa, outro que viu o seu sonho do acesso praticamente ruir no sábado:

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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