Brasileirão Série A

Acabou o tabu: São Paulo jogou melhor e fez por merecer a sua primeira vitória no Allianz Parque

Com diferentes treinadores e times, o São Paulo teve dificuldades para jogar no Allianz Parque. Nunca havia vencido, desde que o estádio foi inaugurado no lugar do antigo Palestra Itália, no final de 2014. E raramente chegou perto. Eram oito derrotas, algumas por placares largos, e um empate. O jejum foi quebrado, neste sábado, e de maneira enfática. Não foi uma apresentação perfeita ou excepcional na vitória por 2 a 0, mas foi sólida e, principalmente, melhor que a do Palmeiras.

Não tem sido tão difícil assim atuar melhor que o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo nas últimas semanas – ou desde que o treinador retornou ao clube -, mas o São Paulo de Diniz também é conhecido por oscilar bastante. Ter encaixado uma boa partida em uma ocasião importante, a segunda vitória seguida depois de sete jogos sem vencer e a eliminação na Libertadores, será essencial para dar a o treinador um pouco mais de tranquilidade.

Uma das críticas ao trabalho de Fernando Diniz é que, quando as coisas dão errado, geralmente é sempre o mesmo diagnóstico: problemas na transição defensiva que deixam seu time muito vulnerável a times que gostam de contra-atacar ou atacar com velocidade e verticalidade. O Palmeiras é teoricamente um desses times, mas Vanderlei Luxemburgo decidiu, justamente nesta partida, escalar um meio-campo com Raphael Veiga e Lucas Lima. Wesley realmente tinha características de velocidade. Gabriel Verón e Rony começaram na reserva. Se essa foi a escolha de Luxemburgo, sem problemas para o São Paulo.

Para ser franco, ninguém jogou particularmente bem no primeiro tempo. Foi um jogo relativamente aberto, mas com muitos erros e poucas chances claras criadas. Ainda assim, as melhores foram do São Paulo. Houve um chute para fora de Brenner e uma cabeçada muito perigosa de Igor Gomes. O Palmeiras respondeu com um chute de fora da área de Wesley. Apenas uma finalização certa para cada lado: Patrick de Paula nas mãos de Tiago Volpi, e um chute de fora, um pouco mais difícil, para Jaílson.

O São Paulo voltou pronto para uma blitz no começo do segundo tempo. Reinaldo exigiu boa defesa de Jaílson, Igor Vinícius cruzou para uma cabeçada perigosa de Brenner por cima do gol, e, aos sete minutos, Daniel Alves achou Vinícius dentro da área. O garoto Lucas Esteves, escalado na vaga de Matías Viña, com a seleção uruguaia, cometeu pênalti. Reinaldo cobrou muito bem e abriu o placar para os visitantes.

Luxemburgo, a seu favor, tentou mudar o panorama da partida com cinco substituições entre os 14 e os 25 minuto do segundo tempo. Colocou Gustavo Scarpa na lateral esquerda, como havia feito contra o Botafogo. Colocou Luiz Adriano, Gabriel Verón e Ramires. No entanto, quando Luan se machucou, pouco depois, Luxemburgo não tinha mais substituições e precisou colocar o zagueiro de centroavante para minimizar o prejuízo.

Não dá para dizer que ficou melhor assim, mas coincidiu com aquele momento em que o Palmeiras tenta pressionar o adversário na base do abafa e foi o mais próximo que o time da casa ficou de fazer um gol, principalmente quando Gustavo Scarpa cobrou falta e exigiu boa defesa de Tiago Volpi.

Nos acréscimos, Reinaldo lançou para Igor Vinícius, e o cruzamento encontrou Vitor Bueno, que matou o jogo, a vitória do São Paulo e o fim do jejum no Allianz Parque.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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